Porque é que os desportistas “não vivem” sem a Reeducação Postural Global?

A Reeducação Postural Global, vulgarmente conhecida pela sigla RPG, é um método com mais de 30 anos de evolução, criada pelo francês Philippe Emmanuel Souchard, sendo a FISIOVIDA, no Porto, uma clínica de referência na utilização deste método de avaliação e tratamento. O método de RPG tem vindo a tornar-se uma referência na intervenção de disfunções posturais e deformações da coluna vertebral como por exemplo a escoliose, bem como em casos de problemas que desencadeiam sintomatologia, como tendinopatias, hérnias discais, entre outros.

Os Fundamentos principais da RPG são:

  • INDIVIDUALIDADE – cada corpo utiliza estratégias diferentes para se adaptar, e não existe um tratamento padronizado para um determinado diagnóstico;
  • GLOBALIDADE Tratamento do corpo humano como um todo, tendo em conta posturas de alongamento das cadeias de coordenação neuromusculares determinadas;
  • CAUSALIDADE Procura sempre a VERDADEIRA causa da disfunção. Na prática, a RPG não se cinge ao local da dor. Muita vezes, a causa pode ter uma origem à distância do seu sintoma.

    Sendo um método já com vários anos, conta com alguma evidência clínica, com vários estudos de caso publicados. Nos últimos anos, a preocupação tem sido cimentar a qualidade dos tratamentos com a validação do método através de estudos científicos que corroborem a eficácia do mesmo.

    No estudo que em seguida aproveitamos para destacar (1), o Streching Global Ativo, disciplina que tem por base a Reeducação Postural Global, demonstrou ser um procedimento eficaz no ganho de flexibilidade dos músculos da cadeia posterior, com impato positivo no desempenho do salto vertical em atletas de voleibol.

    Estes resultados corroboram outros que já foram realizados, comprovando o benefício da RPG para a flexibilidade de determinados grupos musculares posturais, e sobretudo traduzindo-se estes ganhos para tarefas funcionais, no desporto e nas tarefas do dia-a-dia.

    A RPG é um método seguro e que quando devidamente instruído, permite que as pessoas o realizem em casa, no trabalho e facilmente o incorporam em planos de treino no ginásio e no desporto, com resultados interessantes e rápidos, e diminuindo o risco de lesão na execução de tarefas físicas.

    Não é por acaso, que os clubes de topo, no futebol e em outras modalidades, cada vez mais incluem o Streching Global Ativo nos planos de treino, mesmo nos escalões jovens de formação, quer como prevenção de lesão, quero como procedimento integrante na recuperação de lesões.

    Autor do artigo: Dr. Samuel Ferreira – fisioterapeuta FISIOVIDA

    (1) Oliveira A. N, Nogueira N. Influência do Stretching Global Activo na Flexibilidade da Cadeia Posterior e no Salto Vertical no Voleibol. Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto v.2, n.2, jul., 2008.

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