“Tenho a barriga grande e disseram-me que o problema é da minha postura?!”

Numa sociedade em que importa mais “parecer do que ser”, a estética começa a ter mais importância na forma como cada um se sente bem consigo. Cada vez são mais as pessoas que se queixam que não gostam da sua barriga porque é demasiado proeminente!

Muitas vezes esta proeminência abdominal associa-se a um desequilíbrio postural designado por hiperlordose –
curvatura lombar acentuada para além do normal.

Nos casos de hiperlordose, a AVALIAÇÃO dos fatores que levam à proeminência abdominal é crucial para a melhoria e correção da disfunção.

A hipotonia abdominal, a ptose visceral (queda de órgãos abdominais), a gordura subcutânea e/ou visceral são aspetos que propiciam o aspeto de “barriga para a frente” e que em muitos casos têm relação direta com a hiperlordose lombar. A estes fatores, podem acrescentar-se os encurtamentos musculares que também contribuem para que este desequilíbrio se mantenha no tempo.

Em alguns casos podem mesmo existir queixas dolorosas da coluna lombar, sacro-ilíaca ou outras regiões do corpo à distância, que têm origem neste desequilíbrio.

Perante o historial clinico que apresente, é fundamental determinar os fatores de cada caso e definir qual a melhor abordagem, sendo ainda essencial descartar possíveis patologias graves que possam estar na origem do problema.

A Fisioterapia Avançada e a Osteopatia, bem como a Reeducação Postural Global -RPG são abordagens que surgem na linha da frente para uma primeira abordagem ao problema.

O exercício clínico, os abdominais hipopressivos e o Pilates Clínico com ou sem aparelhos, são as modalidades que serão opções muito importantes de forma a favorecer a correção e integrar os resultados obtidos.

O aconselhamento nutricional pode ser em muitos casos uma ferramenta essencial para o sucesso da intervenção, assim como no sucesso na manutenção dos resultados a longo prazo.

Se tem proeminência abdominal e NÃO GOSTA da sua postura e ainda NÃO ENCONTROU UMA SOLUÇÃO, não hesite, contacte a FISIOVIDA.

Autora do artigo: Dra. Lisa Robalinho – fisioterapeuta FISIOVIDA