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	<title>educação dor &#8211; Fisiovida</title>
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	<description>Clínica de Fisioterapia Avançada, Osteopatia, RPG, Pilates e Acupuntura no Porto</description>
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	<title>educação dor &#8211; Fisiovida</title>
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		<title>Aprofundando conhecimentos sobre DOR</title>
		<link>https://fisiovida.pt/aprofundando-conhecimentos-sobre-dor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2019 11:52:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[dor crónica]]></category>
		<category><![CDATA[educação dor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dor faz parte de um sistema que protege e preserva a vida. Sem este alerta estaríamos em risco pois não saberíamos quando ocorre uma lesão ou dano no corpo. Neste artigo explica-se de forma resumida como funciona este sistema de alerta e proteção. Mecanismos da Dor &#8211; um sistema de alerta Vários mecanismos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A dor faz parte de um sistema que protege e preserva a vida. Sem este alerta estaríamos em risco pois não saberíamos quando ocorre uma lesão ou dano no corpo. Neste artigo explica-se de forma resumida como funciona este sistema de alerta e proteção.</p>
<p><strong>Mecanismos da Dor &#8211; um sistema de alerta</strong></p>
<p>Vários mecanismos de proteção são ativados perante uma lesão tecidular como é exemplo a picada de um alfinete num dedo, fazer uma entorse ou dores por “más posturas” mantidas. Este mecanismo inicia com a ativação dos recetores que existem  nos órgãos periféricos (pele, articulações, músculos e vísceras) sensíveis a determinados estímulos que podem provocar dano. Os recetores ou nocicetores são responsáveis por transmitir a informação desde o local da lesão até ao SNC &#8211; medula espinhal e cérebro. O cérebro irá processar a mensagem e caso conclua que há uma ameaça é desencadeada uma ação em resposta à agressão, seguida de um processo de cicatrização. </p>
<blockquote><p><em><strong>Aqui, a dor será inflamatória, limitada no tempo, dependente do período de cicatrização da lesão que lhe deu origem. Quando a lesão está curada a dor em princípio irá desaparecer.</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Como são transmitidas as informações de lesão dos tecidos até ao cérebro?</strong></p>
<li><strong>Via ascendente da dor:</strong>
<p>Os nocicetores são  especializados em detetar diferentes estímulos como a temperatura (calor e frio), estímulos mecânicos (pressão) e alterações químicas, tanto internas como externas (como o contacto com as urtigas e o ácido lácteo produzido após exercício). <strong>Quando estes recetores respondem a um estímulo que possui potencial dano para o corpo humano,  os canais de sódio sensíveis à voltagem abrem-se</strong> e deixam entrar rapidamente partículas carregadas positivamente, do lado de fora do neurónio para dentro e assim ocorre a tradução da energia em potencial de acção, levando à despolarização do neurónio com vista a iniciar a transmissão do impulso nervoso (mensagem de perigo) até à medula espinal. A dor aguda, tipo picada, chega pelas fibras com mielina que transmitem a informação de forma mais rápida e a dor difusa, tipo latejante, chega mais tarde devido às fibras de condução lenta, que não têm mielina.  Assim, as  fibras  nervosas  transmitem a informação do sinal doloroso através do primeiro neurónio passando à medula espinal onde fazem sinapse com o neurónio de segunda ordem. Esta fase depende da presença de substâncias químicas (neurotransmissores) excitatórias como é, por exemplo, o glutamato e a substância P. Após a sinapse, o axónio do segundo neurónio propaga o sinal até ao cérebro onde será realizada a interpretação desse perigo. A informação entra através de uma estrutura chamada tálamo e daqui surgem duas  vias responsáveis por diferentes tipo de dor: a dor somática, aguda e bem localizada (pelo trato neoespinhotalâmico) e a dor visceral, mal localizada (pelo trato paleo-espinhotalâmico). Este último envia o sinal de forma difusa para outras zonas do cérebro como o sistema límbico, a formação reticular e córtex cerebral que controlam a percepção e integram a resposta afectiva à dor. Esta via está por isso relacionada com a dor crónica.</p>
<p><strong>Mecanismos de inibição da dor</strong></p>
<li><strong>Via descendente da dor</strong>:
<p>Felizmente, existem mecanismos capazes de modular este processo da transmissão da dor. Assim que é detetada a dor pelo cérebro, são conduzidas informações por uma via descendente na medula espinal, onde são libertadas substâncias que têm a capacidade de diminuir a excitabilidade do neurónio, conduzindo à inibição da dor. As substâncias mais importantes neste sistema são a serotonina , noradrenalina e opióides endógenos. Todas estas substâncias são produzidas pelo nosso organismo.</p>

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<em>Imagem retirada do livro &#8220;Explain Pain &#8211; David Butler&#8221;</em></p>
<p><strong>Mecanismos de Sensibilização da Dor:</strong></p>
<p>Os processos de sensibilização da dor podem ocorrer fisiologicamente, como por exemplo, durante processos inflamatórios ou, patologicamente, como acontece no caso da dor crónica.<br />
A sensibilização da dor ocorre sob duas formas principais: sensibilização periférica e a sensibilização central.</p>
<p><strong>Sensibilização Periférica:</strong><br />
Como referido, perante uma lesão está habitualmente associado um processo inflamatório. No local da lesão é criada uma “sopa inflamatória” com libertação de moléculas e mecanismos que vão  trabalhar progressivamente para a cicatrização dos tecidos. No início, esta resposta inflamatória inclui vários processos associados como a vasodilatação e a libertação de proteínas que causam rubor, aumento da temperatura local e edema. Este processo intensifica a reação das fibras nervosas a estímulos nocicetivos, dando origem a uma sensibilização periférica, processo que surge para proteger a área inflamada do contacto e do movimento, no sentido de restabelecer a função. <strong>À medida que o tecido cicatriza a dor deverá diminuir e o limiar de sensibilidade aos estímulos deverá aumentar.</strong></p>

<img decoding="async" width="960" height="391" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8445" orderby="post__in" include="8445" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto.jpg 976w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto-300x122.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto-768x313.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" title="Aprofundando conhecimentos sobre DOR 3">

<em>Imagem retirada do livro &#8220;Explain Pain &#8211; David Butler&#8221;</em></p>
<blockquote><p><em><strong>Se ocorrerem erros (como alteração da expressão genética e da síntese proteica) este processo de sensibilização mantém-se, progredindo para uma sensibilização central. </strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Sensibilização Central:</strong></p>
<p><strong>A sensibilização central (SC) é caracterizada por hipersensibilidade (excessiva sensibilidade a estímulos com potencial de dano) do sistema somatosensorial, não só no local da lesão inicial como nas áreas adjacentes.</strong> Pensa-se que este fenómeno deve-se ao aumento da atividade dos mecanismos da dor com redução do limiar, o que significa que um determinado estímulo não agressivo inicia o mecanismo da dor quando não seria esperado. É como se existisse um estímulo nocivo que persiste por um longo período de tempo, sem interrupção das mensagens de perigo. <strong>Perante esta estimulação mantida, o sistema nervoso central poderá ficar hiperreativo também em relação aos estímulos externos, tornando-se mais “sensível”</strong> à luz, calor/frio, barulho, stress, cheiros. Associado a esta resposta exagerada do sistema existe também um “mau funcionamento” nos mecanismos de inibição da dor. </p>
<blockquote><p><em><strong>A dor crónica pode assim surgir como uma consequência da sensibilização central mas nem todas as pessoas que sofrem de dor crónica sofrem de sensibilização central.</strong></em></p></blockquote>
<p>Pensa-se que a SC poderá estar na base de determinados subgrupos de dor crónica (como a dor lombar, whiplash, osteoartrite, artrite reumatóide, dor no cotovelo, dor no ombro e dores de cabeça) e as razões para este aspeto são ainda desconhecidas no entanto, pode associar-se a uma predisposição genética ou influências de outros fatores biopsicosociais.</p>
<blockquote><p><em><strong>A presença de SC significa que o cérebro é capaz de percecionar dor, fadiga e outros sinais de alarme, ainda que não exista lesão estrutural. Esta não será uma disfunção da “cabeça” mas sim do SNC, cérebro e medula espinal, onde os mecanismos que regulam a dor não atuam devidamente, ficando o sistema de alarme desajustado e inadequado.</strong></em></p></blockquote>
<p>Assume-se que várias condições de dor crónica estejam associadas a defeitos na modulação da dor, especialmente um défice no processo de inibição da dor como acontece na sensibilização central.</p>
<p><strong>Como pode a equipa da Fisiovida ajudá-lo a superar este processo?</strong></p>
<p>É muito importante realçar a importância de  uma abordagem terapêutica multiprofissional e interdisciplinar perante uma questão de multidimensionalidade.<br />
Numa fase inicial, é <strong>importante um esclarecimento das percepções que a pessoa tem sobre a sua situação através da Educação da Fisiologia da Dor.</strong> Compreender a controvérsia da dor crónica ajudará a entender a ausência de marcadores objetivos ou imagens de diagnóstico que comprovem a presença de um problema ou de uma lesão tecidular. <strong>De seguida, será importante traçar um plano de intervenção tendo em conta os objetivos e expetativas de cada pessoa, baseado no que mais valoriza.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>Estas estratégias serão focadas na capacidade e na funcionalidade e não nos sintomas, sendo transversal às actividades da vida diária, ao exercício terapêutico e durante a terapia manual.</strong></em></p></blockquote>
<p>Significa que <strong>será encontrada uma solução para não fazer demais, mas também não deixar de fazer tudo, ajudando-o a manter-se ativo e a fazer as coisas que gosta e que necessita de fazer, sem ativar os mecanismos de alerta.</strong> Este modelo de intervenção é apoiado pela literatura mais recente que verifica mudanças positivas ao nível do SNC, assim como aumento da funcionalidade, diminuição da catastrofização da dor e melhoria na mobilidade.</p>
<blockquote><p><em><strong>Em vários estudos verificou-se também que após o exercício aeróbio o limiar dos estímulos nociceptivos fica aumentado, ou seja, o sistema está menos sensível, não activando tão facilmente os mecanismos da dor.</strong></em></p></blockquote>
<p>Pensa-se que o sistema opióide endógeno (substâncias produzidas pelo próprio corpo) tem um papel chave bem como a ativação de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina. Independentemente do seu mecanismo, <strong>pode afirmar-se que o exercício induz hipoalgesia (diminuição da sensibilidade à dor) temporária e também por isso é importante o utente manter-se ativo em todo o processo.</strong></p>
<p>Contar com uma equipa actualizada e interessada nos conhecimentos mais recentes do mecanismo da dor é uma mais-valia para um acompanhamento eficaz e bem sucedido! </p>
<p><strong>Autora do artigo:</strong></p>
<li>Dra. Luciana Ferraz &#8211; Fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates<br />
<br />
<strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<li>Malfliet A. et al. (2017). Applying modern pain neuroscience in clinical practice: Criteria for the classification of central sensitization pain, Brazilian Journal of Physical Therapy Pain Physician. 21(5):378-387;
<li>Nijs J. et al. (2011). How to explain central sensitization to patients with ‘unexplained’ chronic musculoskeletal pain: Practice guidelines. Manual Therapy. 16: 413-418;
<li>Butler D. e Moseley L. (2003). Explain Pain. Noigroup Publications. Austrália;
<li>Louw A. et al. (2016). Know pain, know gain? A perspective on pain neuroscience education in physical therapy, Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy. 6(3):131-134;
<li>Woolf C. (2010).  What is this thing called pain? The Journal of Clinical Investigation. 120: 3742-3744.<br />
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Aprofundando conhecimentos sobre DOR 4"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
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			</item>
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		<title>Fisioterapia, Osteopatia numa dor lombar?&#8230;ou há muito mais antes de começar a tratar?</title>
		<link>https://fisiovida.pt/fisioterapia-osteopatia-numa-dor-lombar-ou-ha-muito-mais-antes-de-comecar-a-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 09:32:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia Avançada]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[dor crónica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seja por uma dor lombar, uma &#8220;tendinite&#8221;, uma suspeita de hérnia discal, uma &#8220;dor ciática&#8221; ou um torcicolo, são várias as motivações que trazem pessoas até à FISIOVIDA. E na mente das pessoas está a crença que o nosso modelo de Fisioterapia Avançada, Osteopatia, RPG ou Acupuntura será a solução para resolver o seu problema&#8230;.Efetivamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seja por uma dor lombar, uma &#8220;tendinite&#8221;, uma suspeita de hérnia discal, uma &#8220;dor ciática&#8221; ou um torcicolo, são várias as motivações que trazem pessoas até à FISIOVIDA. E na mente das pessoas está a crença que o nosso modelo de Fisioterapia Avançada, Osteopatia, RPG ou Acupuntura será a solução para resolver o seu problema&#8230;.Efetivamente são métodos e técnicas de tratamento pertinentes para o tratamento destes problemas, contudo, <strong>o tratamento da dor começa muito antes de &#8220;serem colocadas as mãos&#8221; sobre o paciente.</strong> Explicamos o porquê da necessidade de perceber a dor e todos os seus mecanismos para o máximo sucesso na recuperação de qualquer um daqueles problemas:<br />
O <strong>modelo biomédico, mais conhecido por modelo Cartesiano</strong>, e que deriva da ideia preconizada pelo filósofo Descartes há cerca de 450 anos, é ainda o mais usado pelos profissionais de saúde na gestão da dor. Atualmente, este modelo tem sido alvo de críticas por ser antiquado e totalmente inadequado face às evidências mais recentes sobre a neurofisiologia da dor. Contudo, apesar das atuais evidências no estudo da dor refutarem este modelo, o mesmo continua a ser usado na prática clínica pela maioria dos profissionais de saúde que <strong>“alimentam” a ideia aos pacientes de que a percepção que têm da dor é resultado da lesão dos seus tecidos.</strong></p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="296" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/dor-coluna-tratamento-porto-FISIOVIDA-300x296.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="7185" orderby="post__in" include="7185" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/dor-coluna-tratamento-porto-FISIOVIDA-300x296.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/dor-coluna-tratamento-porto-FISIOVIDA-59x59.jpg 59w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/dor-coluna-tratamento-porto-FISIOVIDA.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Fisioterapia, Osteopatia numa dor lombar?...ou há muito mais antes de começar a tratar? 6">

<p>Um exemplo concreto da aplicação deste modelo é quando um paciente vai ao médico e descreve a sua dor lombar expressando o quanto a dor lhe altera a qualidade de vida. O médico faz exames complementares de diagnóstico e mostra ao paciente, através de um Raio-X ou Ressonância Magnética que a causa da sua dor é uma hérnia discal ou alguma estrutura da coluna já com alterações degenerativas. De acordo com este modelo, a dor é causada por uma estrutura danificada, pelo que, seguindo essa lógica, a solução passa por corrigir a estrutura danificada! <strong>Contudo, quando isso é feito porque é que frequentemente a dor não passa?!</strong></p>
<p><strong></p>
<blockquote><p>Antes de prosseguirmos, convém destacar o facto de que vários estudos científicos referem que o uso de termos como “herniado”, “rompido”, “discos gastos”, “vértebra danificada” aumenta o nível de ansiedade e medo nos pacientes o que gera a instalação de movimentos mais protegidos e menor atividade física pelo medo de lesão. Basciamente cria aquilo que é chamado de efeito NOCEBO!</strong></p></blockquote>
<p>Ao longo do último século, este modelo tem sido substituído pelo modelo biopsicossocial, segundo o qual, uma dor que persiste no tempo, após o tecido já ter tido o tempo necessário para cicatrizar, deve-se ao facto de que o sistema de alarme do corpo mantém-se ativo, e acaba por ser estimulado através de estímulos muito mais baixos e com menor quantidade de movimento do que numa situação normal seria necessário para ativar esse sistema de alarme.</p>
<p><strong></p>
<blockquote><p>Ter dor é uma experiência normal das pessoas. Sem dor as pessoas não poderiam sobreviver. Viver com a dor é que não é normal!</strong></p></blockquote>
<p>Dor que persiste para além do prazo normal de cicatrização de um tecido, chamada dor crónica, não deveria ser normal! Contudo, mundialmente a dor crónica tem vindo a aumentar. Só nos Estados Unidos da América, nos últimos 20 anos, a dor crónica duplicou o que gerou o aumento de custos na saúde por parte do Governo. A medicação para eliminação da dor subiu mais de 400%. E isto não é um fenómeno limitado apenas à realidade dos EUA mas tem uma representação à escala mundial.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="199" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/tratamento-sem-medicação-Porto-FISIOVIDA-Osteopatia-Fisioterapia-300x199.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="7187" orderby="post__in" include="7187" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/tratamento-sem-medicação-Porto-FISIOVIDA-Osteopatia-Fisioterapia-300x199.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/tratamento-sem-medicação-Porto-FISIOVIDA-Osteopatia-Fisioterapia-270x180.jpg 270w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/tratamento-sem-medicação-Porto-FISIOVIDA-Osteopatia-Fisioterapia.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Fisioterapia, Osteopatia numa dor lombar?...ou há muito mais antes de começar a tratar? 7">

<p>À sombra do crescimento desta “epidemia” somos confrontados a colocar várias questões. Porque é que a dor crónica está a aumentar? Porque é que alguns dos tratamentos mais reconhecidos como injeções, opióides, cirurgias não estão a funcionar para tratar a dor crónica? A resposta a estas questões é complexa e contém uma variedade de aspetos.</p>
<p>Tradicionalmente, a medicina é fortemente enraizada no modelo biomédico, que assume que se há dor tem de haver algum dano estrutural! <strong>Claramente ERRADO! Segundo este modelo, um aumento na percepção da dor é resultado do aumento do dano estrutural!</strong></p>
<p>A utilização do modelo biopsicosocial e a correta explicação do processo neurofisiológico da dor tem efeitos imediatos:</p>
<li>Diminuição da dor;
<li>Melhoria do movimento por parte da pessoa;
<li>Diminuição do medo o que gera maior aptidão das pessoas para o exercício;
<li>Pensamentos sobre a dor mais positivos;
<li>Conhecimento maior da dor.
<p><strong>Como é que isto funciona?</strong></p>
<p>Primeiro, <strong>a educação terapéutica da dor pela perspetiva da neurociência muda a percepção de dor do paciente</strong>, porque <strong>o paciente deixa de acreditar que determinado tecido é a causa da sua dor e passa a compreender que a dor é resultado de uma sensibilização excessiva do SNC.</strong> Em segundo, o medo diminui e o paciente torna-se mais apto para exercício.</p>
<p><strong>Segue-se um exemplo prático de como pode ser implementado um programa de educação da dor:</strong></p>
<p>A Susana está com muita dor lombar e acredita que a sua dor está relacionada com uma hérnia discal. Contudo a dor está instalada há já cerca de 10 anos!</p>
<p><strong>É já assumido e reconhecido pela comunidade médica que um disco intervertebral danificado é reabsorvido entre 7-9 meses até ficar completamente curado. Então, porque continua a dor?</strong> A Susana acredita (por aquilo que os médicos lhe disseram) que a sua dor é causada pelo disco lesado. É altura de começarmos a explicar a complexa história da dor através de uma história/metáfora que ajude a mudar as suas crenças para podermos implementar um plano de tratamento que possa ser mais bem sucedido.</p>
<p><strong>Profissional saúde:</strong> <em>&#8220;Se você pisasse um prego ao caminhar no bosque gostaria de ter conhecimento disso?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Claro</em></p>
<p><strong>Profissional de saúde:</strong><em> Porquê?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Porque era importante saber para tirar o prego do meu pé e evitar ter alguma infeção ou lesão maior!</em></p>
<p><strong>Profissional de saúde:</strong> <em>Exato! Agora, como é que você sabe que tem um prego no seu pé? Como é que o prego chama a sua atenção?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Porque sinto dor!</em></p>
<p><strong>Profissional de saúde:</strong> <em>Exato! O corpo humano contém inúmeros nervos espalhados pelo corpo, com um género de &#8220;eletricidade&#8221; neles, o que permite enviar constantemente informação para o cérebro e que garante que estamos vivos. Isto faz sentido?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Sim</em></p>
<p><strong>Profissional de saúde:</strong> <em>Os nervos nos pés estão constantemente a fazer circular esta &#8220;eletricidade&#8221; até ao cerebro. Isto é normal e mostra que&#8230;.</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>estou vivo</em></p>
<p><strong>Profissional de saúde:</strong> <em>Sim. Agora, ao colocar o pé sobre um prego, o sistema de alarme é ativado. Assim que o alarme é conhecido pelo cérebro, com a mensagem de perigo vinda do pé até ao cérebro, este produz a dor. A dor faz com que pare no caminho e olhe para o pé para tratar do problema do prego. Correto?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Sim</em></p>
<p><strong>Profissional Saúde:</strong> <em>Assim que removemos o prego o sistema de alarme deveria&#8230;.?</em></p>
<p><strong>Paciente:</strong> <em>Diminuir ou desligar.</em></p>
<p><strong>Profissional saúde:</strong> <em>Exato. Nos dias seguintes, o sistema de alarme irá acalmar-se para o seu nível original, por isso ainda vai demorar uns dias até sentir o seu pé sem mazelas nenhumas. Isto é normal e esperado! Mas aqui vai a importante parte: uma em cada 4 pessoas, o sistema de alarme continua ativo mesmo depois da lesão ter ocorrido, mas nunca desce para os níveis originais, sendo desligado! Permanece sempre extra-sensitivo!<br />
Com o sistema de alarme extra-sensitivo e perto do “nível de disparo” não é necessário muito movimento, stress ou atividade para ativar o sistema de alarme. Quando isto acontece, certamente você pensa que algo deve estar errado! Baseado no meu exame hoje, eu acredito que uma grande parte da sua dor é devido a uma hipersensibilização do sistema de alarme. Então, em vez de nos focarmos em cicatrizar ou reparar os tecidos, nós iremos trabalhar numa variedade de estratégias para ajudar o sistema de alarme a acalmar-se e entrar em nível de repouso, o que vai ajudar automaticamente a permitir-lhe mexer mais, experimentar menos dor e regressar à função passada!&#8221;</em></p>
<p>Este é um exemplo pratico de como se pode explicar toda a neurofisiologia da dor crónica de uma forma simples ao paciente e beneficiar o mesmo na ajuda à compreensão do fenómeno da dor aumentando a probabilidade de obter sucesso no plano de tratamento!</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Fisioterapia, Osteopatia numa dor lombar?...ou há muito mais antes de começar a tratar? 8"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
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<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
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