Tratamento no AVC

O tratamento num AVC com a Fisioterapia Avançada que utilizamos tem apresentado resultados muito animadores.

SAIBA QUE…

  • O AVC habitualmente lesiona um lado do encéfalo/cérebro, mas os sintomas manifestam-se no lado oposto do corpo ao que sofreu a lesão, isto porque os nervos cruzam para o outro lado da cabeça;
  • Ao contrário do que se rotula e maioritariamente se caracteriza, NÃO É SÓ UM LADO DO CORPO QUE É AFECTADO, MAS SIM TODO O CORPO SE ALTERA E MODIFICA, apenas há consequências muito mais marcantes e visíveis no lado da fraqueza;
  • Há de facto um lado que passa a mover menos ou deixa de mover, mas também é verdade que aliada a essa mudança da mobilidade, há uma necessidade de o corpo compensar: o outro lado pode passar a mover mais e começa a dimimuir a sua noção de estabilidade e de equilíbrio;
  • É importante entendermos e reconhecermos que o nosso corpo só sabe trabalhar em equipa, articulando-se segundo uma conexão recíproca entre todos os elementos, fazendo um jogo de mobilidade e estabilidade harmonioso. O membro superior de um lado comunica com o membro superior do lado oposto e comunica também com os membros inferiores: todos funcionam em conjunto, numa parceria estabelecida pelo pilar chave – a bacia e a coluna.
  • É importante salientar que no AVC não fica só a lesão (ou seja, aquilo que não funciona). O corpo tem a necessidade de reparar de alguma forma o dano, portanto cria logo compensações, sobrecarregando outras partes de si (tudo o que move em dobro ou trabalha mais, não funciona bem).

    O corpo passa por um período de recuperação espontânea e natural, durante o qual as redes quebradas se reorganizam e áreas desligadas se podem activar de novo.

    Deste modo, É CRUCIAL aproveitar esta habilidade do corpo e ajudar a potenciá-la, mediante uma intervenção PRECOCE em tempo útil, e dando ao cérebro os estímulos certos para que ele se comece a ligar favoravelmente.

    O nosso cérebro apresenta uma espécie de mapa com representação de todas as regiões do corpo, movimentos, posições e sensações. Toda essa informação está contida em programas memorizados e é a partir daí que o cérebro comanda todo o corpo. O cérebro só comanda o que reconhece ser do corpo. Uma área cerebral onde estava representada a mão direita, que entretanto se lesionou, perde a integração dessa parte do corpo e é por isso que ela deixa de funcionar. Quando uma ou outra área se “desliga”, o cérebro deixa de fazer o planeamento e a associação das partes do corpo, da posição, do movimento e das sensações em relação a essa zona. Como tal, é importante criar novas redes, integrar a zona adormecida novamente no mapa cerebral, fazendo com que, através de uma reabilitação especializada e diferenciada, o cérebro reconheça a zona. Dito de uma forma simples, avivar a memória do cérebro para que ele reconheça de novo.

    Quando iniciar a fisioterapia?

    A terapia para recuperação motora e sensorial é importante começar assim que a pressão arterial, o pulso e a respiração estiverem estabilizadas.

    Quanto mais cedo se iniciar a estimulação do cérebro que “desmaiou”, menos tempo essas áreas ficam inativas, e mais facilmente podem reconhecer os estímulos que lhes enviamos e desse modo, podem responder e comandar o corpo.

    REABILITAÇÃO ESPECIALIZADA – Como a FISIOVIDA PODE AJUDAR

    A nossa intervenção assenta na estimulação manual do corpo, de forma a conduzi-lo e despertá-lo, para que o cérebro aprenda a utilizar e a inserir no seu mapa corporal zonas do corpo adormecidas. É através do reconhecimento pelo corpo que vamos estabelecer conexão e ligar-nos ao cérebro: ativar as zonas adormecidas. Porque as transmissões de sinal tanto ocorrem do cérebro para o corpo, como em sentido inverso.

    O princípio base da nossa actuação consiste em FACILITAR O CORPO, isto é, TORNAR MAIS FÁCIL E POSSÍVEL PARA O CORPO. Para tal, UTILIZAMOS ESTÍMULOS SENSORIAIS (transmitidos com o contacto da mãos do terapeuta, estímulos visuais, auditivos, proprioceptivos) para ajudar o corpo a reconhecer as sensações, a ter percepção de movimento e a perceber o seu sentido de posição. O IMPORTANTE É QUE O CORPO SE RECONHEÇA A SI PRÓPRIO! SE SINTA NOVAMENTE E TENHA A PERCEPÇÃO DE COMO ESTÁ E DO QUE ESTÁ A FAZER, SEM QUE ALGUÉM DE FORA LHE DIGA OU SEM VER!

    Através das mãos VAMOS DIZER E PROPORCIONAR AO CORPO O QUE PRECISA BUSCAR PARA CONSEGUIR OUTRA VEZ. Os comandos exteriores vão despertar o cérebro para essas áreas, para que as volte a sentir, a mover e a conectar com elas.

    A nossa especificidade passa também pelo trabalho sempre conjunto entre terapeuta e paciente: HÁ PARTICIPAÇÃO ATIVA DA PESSOA, para que o seu cérebro esteja ligado. O corpo só irá tentar fazer aquilo que sentir que precisa de conseguir fazer! Se durante todo o tratamento, o terapeuta está a mover o corpo pelo paciente, ou se há algum aparelho que mova por ele (roldanas, bicicleta, etc), o seu corpo não entenderá que necessita de trabalhar por si para o fazer. O tratamento não consiste em mover o corpo da pessoa, pois isso seria apenas o terapeuta que estaria ativo e a trabalhar. Os músculos do paciente continuariam desligados e continuaria a não existir comunicação com o cérebro desta maneira.

    Na terapia, em cada sessão procuramos trabalhar a qualidade de movimento do corpo, o seu equilíbrio, o seu sentido de postura e estabilidade. Privilegiamos sempre a facilidade na coordenação e no movimento E NÃO A QUANTIDADE DE MOVIMENTO QUE O CORPO CONSEGUE.

    Um aspeto muito importante é ver quando o corpo e o cérebro do paciente estão preparados para trabalhar uma atividade ou tarefa ou gesto. Quer isto dizer que, a terapia não consiste em FORÇAR O CORPO, nem obrigá-lo a conseguir com esforço. Em várias situações, pode ser importante vários trabalhos prévios antes de começar a marcha, por exemplo. Por vezes, é melhor começar a andar mais tarde, mas que o faça de forma mais fácil, do que iniciar logo a marcha, mas que isso custe tanto esforço ao corpo só para dar alguns passos. Na FISIOVIDA, respeitamos a resposta do corpo e cérebro do paciente e TRABALHAMOS SEMPRE NO MOMENTO ÓTIMO E IDEAL CADA TAREFA. É O PRÓPRIO PACIENTE QUE COMANDA A SUA PROGRESSÃO!

    Na terapia na FISIOVIDA, temos em conta as experiências de movimento do paciente, as suas vivências, os seus hábitos posturais, os seus objectivos em concreto, sempre em relação com o que gosta de fazer e com o que se imagina a fazer (recorremos a actividades e tarefas familiares e que digam algo à pessoa). PORQUE DE OUTRA MANEIRA, O QUE NÃO NOS ATRAI, NÃO NOS DESPERTA E FAZ-NOS ESTAR POUCO ATENTOS E PÕE O CÉREBRO A DORMITAR NA RESERVA.

    NA FISIOVIDA, PRETENDE-SE LEVAR AO MÁXIMO DO POTENCIAL DE RECUPERAÇÃO. QUEREMOS QUE O CORPO DO PACIENTE VÁ ALCANÇANDO E CONSIGA FAZER DE MANEIRA MAIS FÁCIL. NÃO É PUXAR PELO CORPO PARA QUE REALIZE TUDO COM ESFORÇO DE TONELADAS. É LIGAR BEM O CÉREBRO, PARA QUE O CORPO SINTA LEVEZA NAQUILO QUE FAZ!

    CONTE COM A NOSSA AJUDA!

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