Saiba o que é a Osteopatia Pediátrica e conheça os principais benefícios para a qualidade de vida do seu bebé, criança ou adolescente!

O que é a Osteopatia Pediátrica?

A Osteopatia Pediátrica é uma das especialidades da Osteopatia com maior crescimento nos últimos anos, centrada na prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas condições clínicas. Normalmente associada às disfunções mais comuns presentes nos bebés e 1.ª infância (como torcicolo, plagiocefalia, cólicas, obstipação, refluxo gastroesofágico, perturbações do sono, otites ou bronquiolite recorrentes), a Osteopatia Pediátrica adequa-se a todos as pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 18 anos (recém-nascidos, bebés, crianças, pré-adolescentes e adolescentes).

Um dos princípios transversais à Osteopatia, que é muito importante na abordagem em Pediatria, é a ideia de que o corpo é um sistema integrado, como “um todo”, que possui uma capacidade de auto cura/homeostase, na qual nenhuma parte do corpo funciona, ou pode ser considerada, isoladamente. Por isso, se as estruturas muscular, articular, fascial, neural, arterial, cranial, etc, estiverem equilibradas, as diferentes funções do corpo estarão normalizadas, diminuindo a predisposição para o aparecimento de problemas.

Quais os principais benefícios da Osteopatia Pediátrica?

São diversos os benefícios que a Osteopatia Pediátrica pode proporcionar aos bebés, às crianças e aos adolescentes, promovendo o bem-estar e melhorando a qualidade de vida das famílias: 

  • Facilita a transição da vida intrauterina para o mundo exterior;
  • Avalia e trata diversas restrições de mobilidade no corpo do bebé ou da criança;
  • Elimina o desconforto e a dor em condições crónicas e agudas;
  • Equilibra as tensões nos diferentes tecidos (ossos, tendões, músculos e fáscias) que, quando não tratadas, podem provocar dor e ansiedade;
  • Estimula e melhora o desenvolvimento sensório-motor do bebé e da criança;
  • Promove uma sensação de bem-estar;
  • Previne potenciais problemas na infância, adolescência e até mesmo na idade adulta;
  • Melhora os níveis de qualidade de vida e saúde do bebé, da criança e do adolescente.

Em que situações é que a Osteopatia Pediátrica é indicada?

A Osteopatia Pediátrica está indicada no tratamento de problemas congénitos e de patologias, como deformidades cranianas (por exemplo, assimetria da “cabeça plana”/ Plagiocefalia ou “crânio alargado”/braquiocefalia), assimetrias da face, torcicolo muscular congénito/adquirido, lesões do plexo braquial, obstrução do canal lacrimal, entre outros.

Está também indicada em situações que incluem os seguintes sintomas e condições específicas:

  • Check-up pós-parto: Partos com utilização de fórceps, ventosas ou cesariana;
  • Distúrbios viscerais: cólicas frequentes, bolçar frequente/refluxo gastroesofágico, hérnia de hiato, gases, diarreia, obstipação;
  • Otites de repetição, sinusites, rinites, dores de cabeça e problemas respiratórios;
  • Problemas na amamentação devido à dificuldade de pega/sucção do bebé, engasgamentos frequentes, dificuldade em arrotar;
  • Desequilíbrio das curvaturas da coluna e alterações posturais, como escolioses;
  • Alterações comportamentais: irritabilidade, choro excessivo/compulsivo, alterações do sono;
  • Desalinhamento dos membros inferiores e diminuição da coordenação motora;
  • Alterações da postura e simetria do bebé deitado, sentado, a gatinhar ou em marcha;
  • Bebés prematuros.

Se o seu filho apresenta um ou mais sintomas mencionados, marque uma consulta de Osteopatia Pediátrica na Fisiovida. Para além da abordagem de osteopatia no tratamento específico para as problemáticas que o seu filho apresenta, também receberá aconselhamento geral para um melhor desenvolvimento da criança. Saiba mais sobre o que é a Osteopatia Pediátrica e como pode transformar a vida da sua família!

Bibliografia: 

  • Sergueef N. Cranial osteopathy for infants, children and adolescents, Churchill Livingstone Elsevier; 2007;
  • Zhou S, Yan J, Da H, Yang Y, Wang N, Wang W, Ding Y, Sun S. A correlacional study of scoliosis and trunk balance in adult pacients with mandibular deviation. PLOS One. 2013; 8(3): e59929.