Sabia que a menstruação normal é indolor? Do ponto de vista puramente fisiológico, não existe razão para sentir dor durante o período menstrual. Mas a verdade é que muitas mulheres sentem dor mensalmente e a osteopatia pode mesmo ajudar! Explicamos como!

O que é a Dor Menstrual e quais os principais sintomas?

A dismenorreia, usualmente conhecida por dor menstrual, define-se pela dor e mal-estar durante o período menstrual ou nos dias que imediatamente o antecedem (a chamada síndrome pré-menstrual).

A dor menstrual caraterística é surda e difusa ou do tipo cólica, habitualmente localizada na região abdominal. Em várias mulheres pode atingir a zona lombar e sacroilíacas ou estender-se para a região inguinal ou coxas.

O desconforto que precede e acompanha a menstruação pode intensificar-se com a presença de outros sintomas, mais ou menos severos, como dores de cabeça, diarreia ou obstipação, sensibilidade mamária, fadiga, náuseas, tonturas, ansiedade, depressão e irritabilidade.

Particularmente quando a dor se manifesta desde as primeiras menstruações – as chamadas dismenorreias primárias – as adolescentes conformam-se e passam a contar mensalmente com os mesmos sintomas.

No entanto, a menstruação normal é indolor! Apenas nas mulheres que apresentam problemas específicos nos ovários ou no útero (endometriose, fibromas, quistos, etc.), há uma causa física que origina alteração na estrutura dos órgãos, e consequentemente uma ovulação dolorosa. Estas são as chamadas dismenorreias secundárias, que surgem associadas a razões concretas.

Fala-se em dismenorreia funcional quando a dor surge na ausência de problema médico, ou seja, tanto o útero como os ovários estão bem, apenas há algo em redor a perturbar o seu funcionamento. Este tipo de dor menstrual ocorre em 75% das mulheres, sendo acompanhada por outros sintomas de severidade diversa.

Assim, quando não existem razões óbvias, a dor durante a menstruação pode surgir devido a:

  • rigidez ou alterações na mobilidade e alinhamento da coluna lombar e sacro, que causa alteração das contrações uterinas (mais fortes e intensas), diminuição da vascularização/nutrição do aparelho genital e aumento da pressão intra-abdominal e pélvica por diminuição da circulação (acumulação de sangue e linfa);
  • descida intestinal (ptose), que comprime útero e ovários, não deixando espaço suficiente para o útero aumentar o seu tamanho no ciclo menstrual;
  • problemas posturais, que alteram a posição dos órgãos;
  • falta de mobilidade do crânio, que gera desequilíbrio hormonal pela relação que estruturas do crânio têm na inervação das estruturas ginecológicas;
  • tensões e aderências de ligamentos/fáscias gerados pelo aumento natural do peso do útero no período menstrual, causa um sofrimento adicional.

Como a Osteopatia ajuda na Dor Menstrual?

É frequente o uso de analgésicos para minimizar os sintomas menstruais. No entanto, os fármacos não exercem nenhuma melhoria na função do útero e ovários, simplesmente calam o que o corpo está a manifestar. Mas a recorrência periódica à medicação para aliviar a dor pode ser evitada ao atuar-se sobre regiões do corpo, facilitando todo este processo natural feminino.

Como já mencionamos, se existe dor é porque existe algum tipo de alteração na mobilidade do útero, trompa ou ovários, ou tensão dos tecidos que os envolvem. As aderências e a falta de liberdade nos tecidos do corpo é o que verdadeiramente impede a ação regular e indolor de todos os elementos que intervêm no ciclo menstrual.

A Osteopatia tem gozado de uma fama crescente na melhoria da qualidade de vida das mulheres em diferentes áreas e em particular por ser uma forma natural e eficaz de resolver as suas crises menstruais. Durante o tratamento, o osteopata localiza restrições em tecidos que possam interferir no bom funcionamento dos órgãos reprodutores femininos (para além de útero e ovários, regiões como a coluna lombar, a pélvis, o intestino ou a bexiga).

Assim, de forma prática, a osteopatia ajuda na dor e na regularização menstrual, nomeadamente: 

  • tratamento de pontos de gatilho (nódulos de tensão) nos músculos abdominais (retos) alivia a dor referida abdominal e pélvica;
  • a mobilidade lombar, sacro e cóxis favorecem a drenagem linfática e venosa, descongestionando a região pélvica e abdominal;
  • o equilíbrio lombar e sacroilíaco normaliza as contrações uterinas e a sua vascularização;
  • a mobilidade do útero/ovários/trompa promove a sua ação e eliminam compressões;
  • o alinhamento da estrutura pélvica otimiza a ação dos músculos do pavimento pélvico;
  • a mobilidade cervical e do crânio regula os níveis hormonais.

Se não tem nenhum problema específico que possa causar dor, mas mesmo assim sente desconforto menstrual todos os meses, deve consultar imediatamente ajuda profissional. Na Fisiovida, para além da abordagem de osteopatia no tratamento da dismenorreia, também receberá aconselhamento relativamente à sua postura, nutrição e hábitos de vida saudáveis de forma a que a sua dor menstrual faça parte do passado. Saiba mais sobre o que é a Osteopatia e quais as principais áreas de intervenção realizadas na Fisiovida.

Bibliografia

  • Ricard F. Tratamiento osteopático de las lumbalgias y lumbociáticas por hernias discales 2020 –  3ª edição. Medos Editorial;
  • Ricard F. Tratamiento Osteopático de las algias lumbopélvicas 2017 1ª edição. Medos Editorial;
  • Butler D. e Moseley L. (2003). Explain Pain. Noigroup Publications. Austrália;
  • Netter F. H. Atlas de Anatomia Humana 6ª edição 2015 Elsevier;
  • Loza E.M. Tratamiento Osteopático de la mujer: infertilidad funcional, embarazo y postparto. 2012 Editorial Medos.

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