Fisioterapia Avançada na Condromalácia Patelar

A Fisioterapia Avançada desenvolvida no Porto pela FISIOVIDA tem permitido ajudar muitas pessoas com dor no joelho motivado por uma condromalácia patelar.

O que é a Condromalácia patelar?

Esta patologia, também designada por condromalácia patelo-femural ou “joelho de corredor”, carateriza-se pela afetação da cartilagem da patela/rótula. Pode classificar-se em 4 graus, de acordo com a gravidade do desgaste da cartilagem, sendo que o 4º grau corresponde a um grau avançado com implicação do osso subcondral.
O desgaste da cartilagem por si só, pode gerar crepitações (“estalidos”), rangidos (sensação de areias no joelho) ou diminuição da mobilidade do joelho. Em alguns casos pode ser visível e sentido “inchaço” na região inferior da rótula. Contudo, como a cartilagem é um tecido com pouca inervação, só nos graus avançados de desgaste se atribui a origem da dor a este processo degenerativo.

Então a que se deve a dor?
Geralmente a dor provém das estruturas adjacentes à rótula/patela como da membrana articular, fáscias, osso subcondral e outros, nem sempre determinados. Neste caso designamos estes sintomas de Síndrome Patelo-femural.
A Condromalácia e o Síndrome Patelo-femural são duas condições distintas que podem coexistir, e que têm as mesmas origens, as alterações de mecânica e sobrecarga excessiva na articulação do joelho.

Síndrome Patelo-femural, o que é?
A dor inerente à Síndrome patelo-femural, geralmente é uma dor em torno e/ou atrás da rótula/patela, que surge, principalmente, ao dobrar o joelho, como nos movimentos de agachar, subir ou descer escadas, correr ou saltar. Pode também haver dor ou incómodo no joelho que se inicia após períodos prolongados na posição de sentado.

A avaliação minuciosa de todos os fatores que podem estar relacionados com o desenvolvimento da condromalácia, passam por alterações de movimento, fraqueza muscular, tecidos e músculos encurtados, alterações anatómicas, excesso de atividades que sobrecarregam a articulação, excesso de treino (na prática desportiva), excesso de peso, entre outros, são todas possíveis causas ou contribuições para o surgimento da condromalácia, sendo que muitas vezes essas alterações estão associadas (exemplo, alteração do movimento por encurtamento muscular). É essencial ainda descartar outro tipo de lesões que possam estar na origem da sintomatologia, como lesões no menisco ou tendinopatias (mais usualmente conhecidas como “tendinites”).

Confirmado o diagnóstico, o tratamento conservador é o preferencial e com bons resultados, principalmente nos estádios iniciais e apenas uma pequena percentagem dos casos, dado o grau de degeneração avançado da cartilagem e impotência funcional, implica intervenção cirúrgica.

Quanto mais precoce a intervenção, melhor o prognóstico para alívio da dor e recuperação da cartilagem.

Apesar da cartilagem ser um tecido orgânico com baixa capacidade de regeneração, dada a escassa irrigação sanguínea, tem alguma capacidade de cicatrização, principalmente se eliminados os fatores que estão a propiciar uma deficiente e excessiva carga sobre essa mesma cartilagem.
O uso de condroprotetores pode ser uma medida farmacológica a considerar, orientado pelo médico.

Com base na avaliação realizada e nos fatores identificados, a intervenção será individualizada, considerando a globalidade do indivíduo, utilizando diversos procedimentos como os seguintes:

  • Exercícios de fortalecimento muscular e controlo motor;
  • Reeducação do movimento, da corrida ou do gesto desportivo;
  • Exercícios de alongamento;
  • Técnicas articulares manuais (Ex: Mulligan®);
  • Ligaduras funcionais, Kinesio®Taping ou Dynamic®Taping;
  • Técnicas miofasciais, Trigger Points, Miocrochetagem.

    A Reeducação Postural Global (R.P.G.), pelos excelentes resultados na correcção postural, e a Osteopatia serão dois métodos que, conjuntamente com a Fisioterapia Avançada poderão ser úteis e potenciar os resultados obtidos.

    Que conselhos são pertinentes fornecer?

    O aconselhamento é também parte essencial da recuperação e prevenção de novos episódios.
    O aconselhamento sobre alguns dos aspectos supra-mencionados não deve ser esquecido, bem como a preocupação na realização das tarefas do dia-a-dia, tendo sempre em conta o grau de severidade do desgaste articular. Seguem-se alguns exemplos:

  • o subir escadas excessivamente, pode predispor à condromalácia ou agravar uma condropatia já presente, assim como saltos e atividades que incluam saltos, pois o movimento de flexão do joelho (dobrar o joelho) dá-se numa amplitude em que há compressão da rótula/patela sobre a tróclea do fémur;
  • O uso de calçados apropriado é importante. Calçado desgastado podem alterar a posição do pé (o uso de salto alto pelas mulheres é um fator que pode contribuir com o surgimento ou agravamento da condromalácia, pois aumenta a compressão sobre a rótula/patela).

    Contamos também consigo para que alguns dos exercícios (fortalecimento, alongamento, reeducação postural) realizados durante a consulta, sejam executados em casa. O fortalecimento muscular é um aspecto fundamental. Mantendo o bom equilíbrio muscular do joelho (e de todo o corpo), este fica mais protegido e mais estável. Além disso, o trabalho de fortalecimento vai estimular a cartilagem a ficar mais forte, protegendo-a de um eventual desgaste ou degeneração.

    Porém, CUIDADO, em determinados exercícios para o joelho, certas amplitudes de movimento devem ser respeitadas.


    O alongamento muscular vai permitir que as articulações se movam com liberdade e na posição adequada.

    Se pratica desporto, a carga de treino terá de ser avaliada, bem como os gestos técnicos específicos, para determinar se a atividade física deverá ser suspensa ou apenas a carga de treino diminuída com cuidados específicos.

    Todos estes aspetos são fundamentais, mediante o utente em questão, para prevenir a condromalácia, e sobretudo para que o tratamento seja eficaz e evitar episódios futuros.
    Conte connosco para o(a) ajudar!