Contratura de Dupuytren

COMO SURGE UMA CONTRATURA?
Uma contratura é caraterizada pela aproximação (encolhimento) constante das fibras de um tecido, como se estivessem permanentemente em contração.
Embora se fale com mais frequência das contraturas musculares, o encurtamento de outros tecidos é bastante comum, e pode originar deformações importantes e limitantes. É o caso das contraturas ao nível da pele (cicatrizes aderentes), e das retracções desenvolvidas nos tecidos subcutâneos, entre a pele e os músculos (fáscias e aponevroses). Uma contratura acaba sempre por envolver todas estas camadas de tecidos; nunca é meramente músculo ou tendão.

E O QUE CARATERIZA A CONTRATURA DE DUPUYTREN?

  • Consiste numa retração localizada na palma da mão, mais especificamente na base do 4º e/ou 5º dedos. Habitualmente, o anelar é o mais afetado, ou o atingido em primeiro lugar;
  • Nos diabéticos, os dedos predominantemente afetados são o 3º e 4º dedos;
  • Em cerca de metade dos casos, esta contratura desenvolve-se em ambas as mãos (bilateral);
  • Há um comprometimento do tecido subcutâneo, mais concretamente da membrana aponevrótica localizada debaixo da pele, e que recobre os tendões dos músculos flexores (que dobram os dedos);
  • Normalmente, NÃO É DOLOROSA.
    COMO SE APRESENTA NO INÍCIO?

  • começa com o aparecimento de um ou mais nódulos duros subcutâneos, sem prévia limitação de mobilidade;
  • a aponevrose torna-se mais espessa e encurtada, desenvolvendo-se gradualmente um cordão tenso, palpável no prolongamento dos nódulos;
  • os tendões e músculos também são afetados, pois perdem a sua mobilidade devido à aderência da pele e da fáscia (aponevrose);
  • os dedos começam a dobrar ligeiramente na articulação mais próxima à palma da mão.

    QUAIS AS REPERCUSSÕES NUMA FASE MAIS AVANÇADA?

  • a pele adquire uma textura irregular e endurecida (com formação de pregas);
  • o componente elástico do tecido é substituído por tecido fibroso, o qual resiste ao movimento;
  • os dedos permanecem rígidos e enrolados (deformidade em flexão completa), de tal modo que impossibilita o apoio da palma da mão numa mesa);
  • verifica-se atrofia dos músculos da palma da mão;
  • há uma grande perda de funcionalidade da mão, com impossibilidade em estendê-la e dificuldade na preensão

    PORQUE SURGE?

  • A causa desta deformidade não é clara, sendo habitualmente desconhecida (idiopática);
  • É mais frequente em indivíduos que profissionalmente realizam movimentos repetidos com os dedos, ou mantêm uma posição mantida dos dedos (pianistas, dactilógrafos, escriturários, etc.);
  • Há uma predisposição familiar associada;
  • Aparece em relação com algumas doenças: Diabetes melitus, Tabagismo, Alcoolismo crónico, Tuberculose pulmonar, Epilepsia, Gota, Artrite reumatóide ou Doença hepática.

    PORQUE O TRATAMENTO LOCAL DA MÃO É INSUFICIENTE E INEFICAZ?

  • Apesar desta deformidade se manifestar localmente, tem uma contribuição do estado e posição de outras zonas do corpo;

  • Toda a fáscia da mão (assim como os outros tecidos) tem continuidade com todo o membro superior, seguindo com a cervical e cabeça, os quais acumulam também tensão que influencia reciprocamente a mão;

  • Se existir algum desequilíbrio nas colunas torácica e cervical, a vascularização e a ação motora dos tecidos continuará sempre comprometida, sem retomar a elasticidade nem normalizar a contração excessiva.
  • QUE TRATAMENTO DEVE PROCURAR?

    OSTEOPATIA – para equilibrar as zonas da coluna e do membro superior que influenciam o estado dos tecidos da mão e a sua função

    RPG – para conseguir um alongamento da mão e continuidade com todo o membro superior e resto do corpo.

    PORQUE MERECE A MÁXIMA RECUPERAÇÃO, APOSTE NO TRATAMENTO DIFERENCIADO!