Conduzir SEM dor

Antes do aparecimento dos vidros elétricos, do telemóvel, do comando de televisão, das escadas rolantes e de outras inovações tecnológicas, o corpo encontrava mais ocasiões para fazer aquilo que lhe é inato: mover-se.

A rigidez corporal praticada na dinâmica da vida urbana – conduzir e trabalhar sentado por longas horas, por exemplo – representa uma das maiores inimigas das dores na coluna. Com centenas de novos carros todos os dias nas ruas e, consequentemente, mais tempo no trânsito, motoristas e passageiros não podem abrir mão de certos cuidados com a coluna.
O banco dos veículos é o primeiro obstáculo a ser vencido.

INCLINAÇÃO: um suporte lombar pode promover-lhe o conforto quando está sentado. Como poucos assentos fornecem o suporte adequado, um rolo lombar portátil ou uma toalha enrolada são essenciais para pessoas com problemas lombares. O rolo irá facilitar a manutenção da lordose lombar (curva na coluna lombar) e da postura correta. Já o uso da toalha tem sido considerado mais eficaz em detrimento do rolo, pois fornece o volume de acordo com a maneira com que é pressionada. No caso do rolo, o problema que pode surgir é que se este estiver com uma espessura acima do pretendido pode originar dores na coluna.

BRAÇOS E PERNAS: regule a distância do banco para que a carga adicional no uso dos pedais não seja transmitida para a coluna lombar. Os braços devem estar relaxados e com os cotovelos semifletidos para não tensionar ombros nem pescoço. Não conduza “em cima do volante” nem muito afastado, evitando assim que os braços e pernas fiquem esticados. Pausas frequentes são importantes para evitar sobrecarga nos discos intervertebrais. As pernas devem ficar paralelas. Evite conduzir com os joelhos muito fletidos, pois corre o risco de comprometer a circulação sanguínea.