Como é que falando acerca da dor podemos desde logo contribuir para eliminá-la?

Um dos pilares na prática clínica da FISIOVIDA é a explicação a todos os nossos utentes acerca do que é a DOR! Já escrevemos muito sobre isso e, para os mais interessados, poderão “mergulhar” neste assunto com a profundidade que o mesmo merece LENDO AQUI.

Com o objetivo de explicarmos o porquê de investirmos algum tempo das nossas consultas, explicando aos nossos utentes o fenómeno da dor, apresentamos o caso de uma bailarina que foi reencaminhada para cirurgia dentro de 2 dias. Ela apresentava dor lombar muito significativa há mais de 2 anos. Encontrava-se por isso num estado de nervosismo e ansiedade. As áreas do cérebro relacionadas com a dor estão sinalizadas a cor vermelha.

LINHA 1: Ela estava deitada na mesa para fazer a TAC e estava relaxada enquanto via um filme. Irá reparar que na TAC não há qualquer mancha avermelhada.

LINHA 2: Pedimos que ela mova a sua coluna, que tem dor, enquanto está na TAC. A TAC demonstra que a atividade do cérebro dispara surgindo várias áreas avermelhadas. Basicamente, quanto mais áreas avermelhadas, maior a dor que a paciente está a experimentar!

LINHA 3: Após ela experimentar a dor, tirámo-la dA TAC e passámos 20-25 minutos a ensinar mais acerca da dor, e a desmistificar alguns conceitos errados sobre a mesma. Depois da sessão de educação de dor nós voltamos a tirar uma TAC e pedimos que fizesse o mesmo gesto que anteriormente provocou a dor, na linha 2. Como podemos ver, a atividade cerebral relacionada com a dor ficou significativamente inferior!

NOTA: Imagens e descrição do TAC cerebral e caso clínico extraídas do site: https://www.physio-pedia.com/Pain_Neuroscience_Education_(PNE)

Autor do artigo: Dr. Samuel Ferreira – Fisioterapeuta, Osteopata e diretor clínico – FISIOVIDA