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	<title>Dicas Úteis &#8211; Fisiovida</title>
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	<description>Clínica de Fisioterapia Avançada, Osteopatia, RPG, Pilates e Acupuntura no Porto</description>
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	<title>Dicas Úteis &#8211; Fisiovida</title>
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		<title>Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 11:18:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Osteopatia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As assimetrias cranianas afetam a forma da cabeça dos bebés e podem ter diversas causas, desde fatores pré-natais e até posturais. Elas podem ser congénitas, presentes ao nascimento, ou posicionais, resultantes da aplicação de forças externas sobre os ossos maleáveis do crânio, interferindo no desenvolvimento normal, simétrico e harmonioso da cabeça. Um dos tipos mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As assimetrias cranianas afetam a forma da cabeça dos bebés e podem ter diversas causas, desde fatores pré-natais e até posturais. Elas podem ser congénitas, presentes ao nascimento, ou posicionais, resultantes da aplicação de forças externas sobre os ossos maleáveis do crânio, interferindo no desenvolvimento normal, simétrico e harmonioso da cabeça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos tipos mais comuns de assimetrias cranianas é a plagiocefalia posicional ou não sinostótica, que consiste numa deformidade que faz com que a cabeça se assemelhe a um paralelogramo, sendo causada por pressão na parte posterior ou anterior de um dos lados da cabeça, resultando num achatamento de um lado e uma protuberância do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Fisiovida, a avaliação detalhada inclui a observação da forma da cabeça, medições cranianas e uma análise global do movimento e desenvolvimento do bebé, sendo que a abordagem terapêutica através da terapia manual tem mostrado ser eficaz na correção destas deformidades, melhorando também a atividade postural e sensório-motora do bebé. No entanto, a prevenção é essencial, onde o papel ativo dos pais e cuidadores é crucial, e uma vez instalada a deformidade, a intervenção precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para o sucesso do tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Causas das assimetrias cranianas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As causas das assimetrias cranianas são variadas. Em termos pré-natais, a moldagem intra uterina pode ser influenciada por condições como macrossomia, gestação múltipla, oligohidrâmnio e condições maternas, como tónus muscular elevado e anomalias uterinas. Durante o período perinatal, o crânio do recém-nascido, devido à sua flexibilidade, pode sofrer deformações durante o parto, especialmente em partos assistidos ou prolongados. Após o nascimento, a posição mantida da cabeça do bebé durante os primeiros meses de vida pode interferir no desenvolvimento normal dos ossos cranianos, especialmente devido à posição do berço, dormir de barriga para cima com a cabeça voltada preferencialmente para o mesmo lado e alimentação unilateral.</span></p>
<p><a href="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47.png" data-rel="lightbox-image-0" data-rl_title="Captura de ecrã 2024-07-26, às 16.41.47" data-rl_caption="" title="Captura de ecrã 2024-07-26, às 16.41.47"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter  wp-image-11755" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47.png" alt="" width="500" height="271" title="Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas 5" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47.png 3274w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47-300x163.png 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47-1024x556.png 1024w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47-768x417.png 768w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47-1536x834.png 1536w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.41.47-2048x1112.png 2048w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatores de risco adicionais incluem diabetes gestacional, sexo masculino, idade materna avançada, nível educacional e económico dos pais, primiparidade, atrasos no desenvolvimento motor e torcicolo congénito. Muitas vezes associado, o torcicolo congénito pode ser tanto uma causa quanto uma consequência da plagiocefalia, causando alterações no desenvolvimento do músculo esternocleidomastóideo, rigidez, restrição de movimento e disfunções articulares.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Avaliação e diagnóstico da plagiocefalia na Fisiovida</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Fisiovida, a avaliação das assimetrias cranianas envolve a observação da forma da cabeça e medição craniométrica para avaliar a gravidade da assimetria e verificar a necessidade de encaminhamento para um neurocirurgião pediátrico. Também avaliamos a face, postura, motricidade e maturidade neurológica do bebé. A observação facial foca-se na posição dos olhos, alinhamento das orelhas e simetria mandibular, enquanto a avaliação postural analisa o alinhamento global do corpo. A avaliação motora verifica a atividade motora espontânea e a liberdade dos movimentos da cabeça, avaliando se as alterações estão a afetar o desenvolvimento sensório-motor do bebé ou se há fatores de risco envolvidos. A avaliação neurológica inclui o exame do tónus muscular, reflexos e sinais neurovegetativos.</span></p>
<p><a href="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12.png" data-rel="lightbox-image-1" data-rl_title="Captura de ecrã 2024-07-26, às 16.42.12" data-rl_caption="" title="Captura de ecrã 2024-07-26, às 16.42.12"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-11756" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12.png" alt="" width="500" height="295" title="Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas 6" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12.png 1016w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12-300x177.png 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12-1024x605.png 1024w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12-768x454.png 768w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12-1536x907.png 1536w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-07-26-as-16.42.12-2048x1210.png 2048w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<h2></h2>
<h2><b>Abordagem terapêutica da plagiocefalia na Fisiovida</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso das assimetrias cranianas, a abordagem por terapia manual das disfunções do sistema musculoesquelético reversíveis elimina não só as disfunções de movimento articular, como também otimiza a atividade postural do bebé. Nestes casos, apesar de o prognóstico ser favorável e os resultados começarem a ser visíveis habitualmente em poucas sessões (1-2 meses de acompanhamento), o seguimento terapêutico do utente pediátrico é mais prolongado. Muitas vezes, este acompanhamento estende-se ao processo de desenvolvimento do bebé, particularmente no primeiro ano de vida ou até à aquisição da marcha. Em situações mais graves, poderá ser necessário uma vigilância de rotina durante a infância e </span><span style="font-weight: 400;">adolescência,no sentido de identificar precocemente alguma sequela ou consequência, que se manifeste mais tardiamente ao longo do crescimento da criança.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Impactos e prevenção das deformidades cranianas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As assimetrias cranianas, embora muitas vezes consideradas apenas um problema estético, podem estar associadas a atrasos no desenvolvimento sensório-motor, problemas visuais, auditivos, de equilíbrio e de oclusão dentária, afetando a organização postural do bebé. A prevenção é fundamental, envolvendo a alternância da rotação da cabeça durante o sono, posicionamento lateral diurno sob vigilância, evitando o uso prolongado de dispositivos como espreguiçadeira ou ovo, alimentação alternada e prática de “tummy time”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Tratamento e intervenção das deformidades cranianas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Se detetar alguma assimetria craniana no seu bebé, é crucial uma avaliação precoce. Na Fisiovida, os nossos especialistas em osteopatia pediátrica realizam uma avaliação completa para identificar possíveis sobreposições suturais, alterações na mobilidade cervical ou torcicolo congénito. Estudos mostram que a intervenção precoce melhora significativamente os resultados, e a terapia manual é uma ferramenta eficaz no tratamento das assimetrias cranianas, especialmente antes dos seis meses de idade. Em casos severos ou quando outras terapias são insuficientes, pode ser necessário o uso de ortóteses cranianas (capacetes personalizados). Além disso, os pais e cuidadores do bebé são também importantes aliados deste processo, devendo adotar medidas posicionais e de transporte que favoreçam a liberdade de apoio da cabeça no local achatado. Dispositivos de babywearing ajudam bastante neste processo, além de serem uma excelente forma de estimular um dos sistemas mais importantes ao desenvolvimento do bebé: o sistema vestibular (equilíbrio).</span></p>
<p><a href="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58.png" data-rel="lightbox-image-2" data-rl_title="Captura de ecrã 2024-08-28, às 12.01.58" data-rl_caption="" title="Captura de ecrã 2024-08-28, às 12.01.58"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-11757" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58.png" alt="" width="501" height="344" title="Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas 7" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58.png 873w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58-300x206.png 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58-1024x704.png 1024w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58-768x528.png 768w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/08/Captura-de-ecra-2024-08-28-as-12.01.58-1536x1056.png 1536w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fique atento aos sinais de alerta, como o achatamento de um lado da cabeça, proeminência posterior da cabeça do lado oposto ao achatamento, preferência por amamentar de um lado, proeminência da testa de um lado, elevação do topo da cabeça, rotação preferencial da cabeça para um lado, diminuição da mobilidade do pescoço, um olho mais fechado que o outro, orelhas desniveladas e assimetria da mandíbula. Se notar qualquer um destes sinais, consulte o pediatra e considere uma avaliação de osteopatia pediátrica na Fisiovida. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para o sucesso na correção das assimetrias cranianas. Além do pediatra e do osteopata, outros profissionais de saúde, como fisioterapeuta e neurocirurgião pediátrico, podem ser necessários para uma abordagem multidisciplinar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Fisiovida, estamos comprometidos com a saúde e o bem-estar do seu bebé, oferecendo uma avaliação abrangente e um plano de tratamento personalizado para cada caso.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Bibliografia:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Binkiewiaz-Glinska A., Mianowska A., Sokotów M., Rénska A., Ruckeman-Dziurdzinska K., Bakuta S., Koztowska E. Early diagnosis and treatment of children with skull deformations. The challenge of modern medicine. Developmental Period Medicine 20 (4), 289-295, 2016</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabrera-Martos I., Valenza M.C., Benitez-Feliponi A., Robles-Vizcaino C., Ruiz-Extremera A., Valenza-Demet G. Clinical profile and evolution of infants with deformational plagiocephaly included in a conservative treatment program. Child’s Nervous System 29 (10), 1893-1898, 2013</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sacher, R., Knüdeler, M., Wuttke, M., Wüstkamp, N., Derlien, S., Loudovici-Krug, D. (2021). Manual therapy of infants with postural and</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">movement asymmetries and positional preference. Effects of one-time treatment. Manuelle Medizin; 59:117-127</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">https://link.springer.com/article/10.1007/s00337-020-00760-9</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Shweikch F., Nuño M., DanielPour M., Krieger M.D., Drazin D. Positional Plagiocephaly: an analysis of the literature on the effectiveness of current guidelines. Neurosurgery Focus 35(4): E1, 2013</span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/09/Joana-Dias-FISIOVIDA-Porto-fisioterapeuta-osteopata-1.jpg" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas 8"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/joanadias/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Joana Dias</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Osteopatia Pediátrica.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/plagiocefalia-entender-prevenir-e-tratar-as-deformidades-cranianas/">Plagiocefalia: Entender, Prevenir e Tratar as Deformidades Cranianas</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Atividade Física – As recomendações da World Health Organization WHO</title>
		<link>https://fisiovida.pt/atividade-fisica-as-recomendacoes-da-world-health-organization-who/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lisa Robalinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 18:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todo o movimento conta no caminho para uma saúde melhor” WHO A Organização Mundial de Saúde (OMS), define Atividade Física como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos que requer gasto de energia. Exemplo: deslocar-se para o transporte público, subir escadas, jardinar, brincar (com filhos e netos), caminhar (passear o animal de estimação), pedalar, dançar… O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>“Todo o movimento conta no caminho para uma saúde melhor” WHO</b></p>
<p>A Organização Mundial de Saúde (OMS), define Atividade Física como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos que requer gasto de energia.<br />
Exemplo: deslocar-se para o transporte público, subir escadas, jardinar, brincar (com filhos e netos), caminhar (passear o animal de estimação), pedalar, dançar…</p>
<p>O Exercício Físico é um tipo de atividade física que consiste em movimentos corporais planeados, estruturados e repetitivos, ou seja é uma atividade planeada e estruturada que segue princípios específicos de treino, com objetivo específico (melhorar ou manter a força, equilíbrio, flexibilidade, capacidade cardiorrespiratória, etc)</p>
<h2>Quais são as principais mensagens da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a Atividade Física?</h2>
<p>1. <strong>A atividade física é boa para o coração, o corpo e a mente.</strong><br />
A atividade física regular pode prevenir e ajudar a controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e cancro, que causam quase três quartos das mortes em todo o mundo. A atividade física também pode reduzir os sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o pensamento, a aprendizagem e o bem-estar geral.<br />
2. <strong>Qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma</strong>, e quanto mais, melhor.<br />
3. <strong>Toda atividade física conta</strong>.<br />
4. <strong>Todos beneficiamos com o aumento da atividade física e a redução do comportamento sedentário</strong>, incluindo idosos, pessoas com doenças crónicas e mulheres grávidas e pós-parto.</p>
<h2>Crianças e adolescentes (5-17 anos) – benefícios e recomendações de atividade física</h2>
<p>Estudos indicam que a atividade física melhora:<br />
• A aptidão física (aptidão cardiorrespiratória e muscular);<br />
• A saúde cardiometabólica (pressão arterial, dislipidemia, níveis de glicose e resistência à insulina);<br />
• A saúde óssea;<br />
• A cognição (desempenho acadêmico e função executiva);<br />
• A saúde mental (redução dos sintomas de depressão);<br />
• E reduz a adiposidade.</p>
<p>RECOMENDAÇÃO OMS: Pelo menos 60 MINUTOS por DIA de atividade física moderada* a vigorosa** intensidade ao longo da semana.<br />
As atividades aeróbias de intensidade moderada a vigorosa, assim como aquelas que fortalecem os músculos e ossos devem ser incorporadas em pelo menos 3 dias na semana.</p>
<p>É fundamental encorajar para participar de atividades físicas que sejam agradáveis/ divertidas, ofertar variedade, e que sejam adequadas para sua idade e habilidade.</p>
<h2>Adultos (18-64 anos) – benefícios e recomendações de atividade física</h2>
<p>Estudos indicam que a atividade física:<br />
• Diminui a mortalidade por todas as causas, mortalidade por doenças cardiovasculares, incidência de hipertensão, incidência de alguns tipos de cancros, incidência do diabetes tipo 2;<br />
• Melhora a saúde mental (redução dos sintomas de ansiedade e depressão), a saúde cognitiva e o sono;<br />
• A adiposidade corporal também pode melhorar.</p>
<p>RECOMENDAÇÃO OMS: Devem de realizar <strong>pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbia de intensidade moderada</strong>*; ou <strong>pelo menos 75 a 150 minutos de atividade física aeróbia de intensidade vigorosa</strong>**.<br />
Para benefícios adicionais: Realizar <strong>atividades de fortalecimento muscular de moderada intensidade que envolvam os principais grupos musculares, em pelo menos 2 dias na semana</strong>.</p>
<p><em>*Atividades de moderada intensidade aumentam sua frequência cardíaca e fazem você respirar mais rápido.</em><br />
<em>**Atividades de vigorosa intensidade fazem você respirar ainda mais forte e rápido</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/Lisa-site-1-scaled.jpg" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Atividade Física – As recomendações da World Health Organization WHO 10"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/lisarobalinho/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Lisa Robalinho</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p><strong>Número Ordem OF 1750</strong>. Fisioterapeuta especialista em Exercício Clínico e em Fisioterapia Cárdiorrespiratória.</p>
<p><em>“A persistência é o caminho para o êxito”, isto define a Lisa. Com a sua persistência procura influenciar de forma positiva todas as pessoas que a procuram e é defensora que, a alimentação, o exercício físico, a qualidade do sono e o tempo de qualidade são os pilares fundamentais para a prevenção da doença.</em></p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://fisiovida.pt/dr-a-lisa-robalinho/" target="_self" >fisiovida.pt/dr-a-lisa-robalinho/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/atividade-fisica-as-recomendacoes-da-world-health-organization-who/">Atividade Física – As recomendações da World Health Organization WHO</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Caminhar ou correr em tempos de Covid-19</title>
		<link>https://fisiovida.pt/caminhar-ou-correr-em-tempos-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipa Fisiovida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 18:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propagação deste tipo de vírus pode ocorrer, efetivamente, pela saliva, frequentemente na forma de micro-gotículas. Quando uma pessoa espirra, tosse ou expira, esta emite pequenas gotículas – tão pequenas que se tornam invisíveis ao olho humano – que podem transportar o vírus. As pessoas que as recebem podem ficar infetadas pela sua inalação, ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A propagação deste tipo de vírus pode ocorrer, efetivamente, pela saliva, frequentemente na forma de micro-gotículas.<br />
Quando uma pessoa espirra, tosse ou expira, esta emite pequenas gotículas – tão pequenas que se tornam invisíveis ao olho humano – que podem transportar o vírus.</p>
<p>As pessoas que as recebem podem ficar infetadas pela sua inalação, ou por se depositarem nas mãos e, posteriormente, tocarem nas respetivas faces.</p>
<p>Durante a crise de Covid-19, países por todo o mundo declararam uma distância social de 1,5 metros, existindo evidência de que as gotículas acabam por se depositar no chão ou evaporam antes de viajarem essa distância.<br />
No entanto, essa distância social tem sido definida para pessoas que permaneçam em repouso, não tendo em conta os potenciais efeitos aerodinâmicos introduzidos pelo movimento dos indivíduos, tal como caminhar, correr ou andar de bicicleta.</p>
<p>A taxa de exposição às gotículas aumenta quanto menor for a distância entre o indivíduo líder e o seguidor.<br />
As micro-gotículas apresentam baixíssima inércia e quando duas pessoas caminham ou correm com proximidade, devido aos padrões de fluxo de ar induzidos pelo movimento inerente à prática dessas atividades, essas micro-gotículas podem ser transferidas do indivíduo A para o B. Assim, o movimento dos indivíduos cria padrões de fluxo de ar específicos que influenciam a dinâmica de movimento dessas partículas.<br />
Quanto menor a distância entre corredores, maior será a fração de gotículas às quais o corredor seguidor será exposto.</p>
<p>Numa caminhada de 4 km/h, uma distância de 5 metros não permite o depósito destas micro-gotículas no tronco superior do indivíduo seguidor. Numa corrida a 14,4 km/h, essa distância de segurança aumenta para 10 metros.<br />
Assim, este estudo sugere que os indivíduos que queiram caminhar ou correr atrás de outros e/ou os queiram ultrapassar, o devem fazer fora do cone de ar criado pelo indivíduo líder numa formação escalonada, tendo em conta a distanciamento social seguro de 5 metros na caminhada e 10 metros na corrida.</p>
<p>Os comportamentos seguros que indivíduo seguidor deve adotar de forma a evitar exposição significativa às gotículas disseminadas pelo indivíduo líder passam pelas seguintes ações: evitar caminhar ou correr no cone de ar criado pelo indivíduo líder ou manter as distâncias seguras, de 5 metros e de 10 metros, na caminhada e corrida, respetivamente.</p>
<p>Autor do artigo: Dr. Nuno Silva – Fisioterapeuta especialista em Exercício </p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
Blocken, B., Malizia, F., Druenen, T. v., &#038; Marchal, T. (2020). Preprint. Towards aerodynamically equivalent COVID-19 1.5 m social distancing for walking and running.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/01/LOGO-VIDEO-HOME.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Caminhar ou correr em tempos de Covid-19 12"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/fisiovida_fisioterapia_porto/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Equipa Fisiovida</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"></div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/caminhar-ou-correr-em-tempos-de-covid-19/">Caminhar ou correr em tempos de Covid-19</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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		<item>
		<title>Relação entre o Covid-19 e o excesso de gordura corporal?</title>
		<link>https://fisiovida.pt/relacao-entre-o-covid-19-e-o-excesso-de-gordura-corporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipa Fisiovida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 18:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Covid-19 é um vírus que apresenta sintomas comuns a outras infeções respiratórias virais, tais como febre, tosse seca e dispneia. Contudo, é um vírus que tem como alvo as vias aéreas inferiores, aumentando o dano no tecido respiratório e produzindo altos níveis de citocinas pró-inflamatórias no plasma. Além disso, pode apresentar características clínicas únicas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Covid-19 é um vírus que apresenta sintomas comuns a outras infeções respiratórias virais, tais como febre, tosse seca e dispneia. Contudo, é um vírus que tem como alvo as vias aéreas inferiores, aumentando o dano no tecido respiratório e produzindo altos níveis de citocinas pró-inflamatórias no plasma. Além disso, pode apresentar características clínicas únicas, como rinorreia, espirros, dor de garganta, sintomas intestinais (como diarreia) e infiltração tecidual do lobo superior do pulmão.</p>
<p>Sabemos que, atualmente, não há, ainda, medicamentos antivirais específicos, nem vacinas contra a infeção do Covid-19, o que torna a prevenção a medida mais eficaz no combate a esta pandemia. Para além das medidas tomadas para reduzir a transmissão individual, também o estilo de vida saudável deve ser visto como uma importante e significativa medida de proteção, que pode ajudar a reduzir o risco de futuros surtos.</p>
<p><strong>De que forma?</strong></p>
<p>A evidência mais recente acerca do Covid-19 mostra-nos que os indivíduos mais vulneráveis a contrair a infeção têm doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular e inflamação crónica, sendo que muitas destas condições são causadas ou estão associadas ao excesso de gordura. É importante salientar que os indivíduos com excesso de gordura não são apenas os indivíduos que apresentam excesso de peso ou obesidade. Sabe-se que 40% ou mais da população não-obesa, com um peso dentro dos valores normais, apresenta excesso de gordura corporal. O excesso de gordura está relacionado com o desenvolvimento de disfunções respiratórias, com o aumento do risco metabólico (hipertensão, dislipidemia, resistência à insulina) e com o desenvolvimento de comorbilidades (doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, doenças renais).</p>
<p>Um sistema imunitário saudável protege-nos contra a maioria dos agentes virais endógenos e exógenos. Contudo, o excesso de gordura corporal afeta negativamente a função do sistema imunitário e dos mecanismos de defesa, reduzindo as respostas antivirais e tornando-as menos eficazes, ficando os indivíduos mais vulneráveis a infeções e ao desenvolvimento de doenças respiratórias crónicas. Além disso, indivíduos com excesso de gordura apresentam-se como menos responsivos à vacinação e à medicamentação antiviral.</p>
<p><strong>O que contribui para o excesso de gordura?</strong></p>
<p>A alimentação é um dos importantes fatores associados ao excesso de gordura corporal, sendo que o aumento do consumo de hidratos de carbono processados, especialmente o açúcar tem-se vindo a revelar um dos principais problemas.<br />
Aliado a isso, regra geral, os indivíduos com excesso de gordura corporal são indivíduos mais sedentários ou com uma reduzida atividade física. Estudos mostraram que a atividade física está associada positivamente a resultados favoráveis na saúde metabólica (diabetes, obesidade e síndrome metabólica) e imunológica (níveis de ativação imune, eficácia da vacinação e senescência imune).</p>
<p>Importante referir ainda que um adequado programa de exercício quando aliado a uma dieta hipocalórica apresenta melhores resultados na diminuição da massa gorda e na manutenção da massa magra, quando comparado com um programa de exercício ou uma dieta hipocalórica de forma isolada.</p>
<p>Assim sendo, uma das lições mais importantes a retirar é que há uma relação entre um estilo de vida saudável e a presença de um sistema imunitário forte, tal que a adoção de uma boa alimentação e da prática regular de exercício deve ser vista como uma medida de prevenção, de forma a que o sistema imunitário tenha todas as ferramentas ao seu dispor para combater as ameaças a que é sujeito. No entanto, as práticas das medidas de higiene e de etiqueta respiratória e o distanciamento social serão sempre os métodos de prevenção primários face a esta pandemia.<br />
De salientar que as mudanças no estilo de vida devem ser implementadas de forma gradual e sempre acompanhadas por profissionais da área, de forma a que tanto a alimentação como o exercício tenham em conta as necessidades e o historial clínico do indivíduo e a fase que estamos a atravessar. Aqui, na FISIOVIDA, pode contar com profissionais qualificados que poderão ajudá-lo em todo este processo.</p>
<p>Autora do artigo: Dra. Catarina Amorim</p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
Clark, J. E. (2015). Diet, exercise or diet with exercise: comparing the effectiveness of treatment options for weight-loss and changes in fitness for adults (18–65 years old) who are overfat, or obese; systematic review and meta-analysis. Journal of Diabetes &amp; Metabolic Disorders, 14(31).<br />
Maffetone, P. B., &amp; Laursen, P. B. (2020). Revisiting the Global Overfat Pandemic. Frontiers in Public Health, 8(51).<br />
Maffetone, P. B., &amp; Laursen, P. B. (2020). The Perfect Stom: Coronavirus (Covid-19) Pandemic Meets Overfat Pandemic. Frontiers in Public Health, 8(135).<br />
Nieman, D. C., &amp; Wentz, L. M. (2019). The compelling link between physical activity and the body&#8217;s defende system. Journal of Sport and Health Science, 8(3), 201-217.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2024/01/LOGO-VIDEO-HOME.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Relação entre o Covid-19 e o excesso de gordura corporal? 14"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/fisiovida_fisioterapia_porto/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Equipa Fisiovida</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"></div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/relacao-entre-o-covid-19-e-o-excesso-de-gordura-corporal/">Relação entre o Covid-19 e o excesso de gordura corporal?</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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		<item>
		<title>O valor do trabalho em equipa!</title>
		<link>https://fisiovida.pt/o-valor-do-trabalho-em-equipa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 14:27:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[equipa]]></category>
		<category><![CDATA[FISIOVIDA]]></category>
		<category><![CDATA[receção]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na FISIOVIDA o valor humano é colocado em primeiro lugar em tudo. Ninguém é mais importante do que a EQUIPA no seu todo. Trabalhamos em conjunto para que todos os dias tudo corra pelo melhor e para que, no final do dia, profissionais de saúde e utentes fiquem satisfeitos. Para que tudo funcione diariamente, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na FISIOVIDA<strong> o valor humano é colocado em primeiro lugar em tudo</strong>. Ninguém é mais importante do que a EQUIPA no seu todo. Trabalhamos em conjunto para que todos os dias tudo corra pelo melhor e para que, no final do dia, profissionais de saúde e utentes fiquem satisfeitos.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2020/01/Receção-FISIOVIDA-Porto.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8632" orderby="post__in" include="8632" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2020/01/Receção-FISIOVIDA-Porto.jpg 800w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2020/01/Receção-FISIOVIDA-Porto-300x225.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2020/01/Receção-FISIOVIDA-Porto-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" title="O valor do trabalho em equipa! 16">

<p>Para que tudo funcione diariamente, o trabalho desenvolvido pela receção é crucial. Somos nós quem atende telefonemas, quem marca e desmarca consultas, quem ouve os utentes quando chegam até nós com dores e desconfortos e também, quando saem satisfeitos no final do tratamento.</p>
<blockquote><p><em><strong>Somos a porta de entrada e de saída. É pela receção que tudo passa.</strong></em></p></blockquote>
<p>O nosso conhecimento tem de ser profundo para que possamos fazer o encaminhamento de cada utente de forma correta.</p>
<blockquote><p><em><strong>As nossas tarefas são muitas, mas a mais importante de todas, é a de receber bem todos aqueles que chegam até nós.</strong></em></p></blockquote>
<p>Mas, como não podia deixar de ser, <strong>os profissionais que atuam na componente clínica assumem um papel fundamental</strong>. São eles quem tratam os utentes! Podemos-nos orgulhar de termos uma equipa de profissionais altamente qualificados e com conhecimentos profundos sobre a saúde. <strong>Estão constantemente em formações, são convidados para dar aulas e participar em eventos.</strong> É com muito orgulho que partilhamos os casos de sucesso dos nossos profissionais.<br />
E ainda temos uma direção que, para além das palavras de motivação constantes, <strong>é um exemplo prático da entrega diária ao trabalho e que preza muito pelo bem estar de todos.</strong><br />
Acima de tudo, somos uma equipa jovem, de pessoas motivadas e empenhadas em dar todos os dias o seu melhor.</p>
<blockquote><p><em><strong>O espírito que se vive aqui é altamente positivo e isso é refletido no trabalho. Ninguém quer ser melhor que ninguém.</strong></em></p></blockquote>
<p>Todos partilhamos o conhecimento para sermos cada vez melhores enquanto equipa. Talvez seja esse o segredo do sucesso da FISIOVIDA.</p>
<p><strong>Autores do artigo:</strong></p>
<ul>
Sara Silva, Cátia Pereira, Tânia Lopes, Gisela Rodrigues &#8211; Receção FISIOVIDA</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="O valor do trabalho em equipa! 17"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/o-valor-do-trabalho-em-equipa/">O valor do trabalho em equipa!</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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		<item>
		<title>Aprofundando conhecimentos sobre DOR</title>
		<link>https://fisiovida.pt/aprofundando-conhecimentos-sobre-dor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2019 11:52:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[dor crónica]]></category>
		<category><![CDATA[educação dor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dor faz parte de um sistema que protege e preserva a vida. Sem este alerta estaríamos em risco pois não saberíamos quando ocorre uma lesão ou dano no corpo. Neste artigo explica-se de forma resumida como funciona este sistema de alerta e proteção. Mecanismos da Dor &#8211; um sistema de alerta Vários mecanismos de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A dor faz parte de um sistema que protege e preserva a vida. Sem este alerta estaríamos em risco pois não saberíamos quando ocorre uma lesão ou dano no corpo. Neste artigo explica-se de forma resumida como funciona este sistema de alerta e proteção.</p>
<p><strong>Mecanismos da Dor &#8211; um sistema de alerta</strong></p>
<p>Vários mecanismos de proteção são ativados perante uma lesão tecidular como é exemplo a picada de um alfinete num dedo, fazer uma entorse ou dores por “más posturas” mantidas. Este mecanismo inicia com a ativação dos recetores que existem  nos órgãos periféricos (pele, articulações, músculos e vísceras) sensíveis a determinados estímulos que podem provocar dano. Os recetores ou nocicetores são responsáveis por transmitir a informação desde o local da lesão até ao SNC &#8211; medula espinhal e cérebro. O cérebro irá processar a mensagem e caso conclua que há uma ameaça é desencadeada uma ação em resposta à agressão, seguida de um processo de cicatrização. </p>
<blockquote><p><em><strong>Aqui, a dor será inflamatória, limitada no tempo, dependente do período de cicatrização da lesão que lhe deu origem. Quando a lesão está curada a dor em princípio irá desaparecer.</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Como são transmitidas as informações de lesão dos tecidos até ao cérebro?</strong></p>
<li><strong>Via ascendente da dor:</strong>
<p>Os nocicetores são  especializados em detetar diferentes estímulos como a temperatura (calor e frio), estímulos mecânicos (pressão) e alterações químicas, tanto internas como externas (como o contacto com as urtigas e o ácido lácteo produzido após exercício). <strong>Quando estes recetores respondem a um estímulo que possui potencial dano para o corpo humano,  os canais de sódio sensíveis à voltagem abrem-se</strong> e deixam entrar rapidamente partículas carregadas positivamente, do lado de fora do neurónio para dentro e assim ocorre a tradução da energia em potencial de acção, levando à despolarização do neurónio com vista a iniciar a transmissão do impulso nervoso (mensagem de perigo) até à medula espinal. A dor aguda, tipo picada, chega pelas fibras com mielina que transmitem a informação de forma mais rápida e a dor difusa, tipo latejante, chega mais tarde devido às fibras de condução lenta, que não têm mielina.  Assim, as  fibras  nervosas  transmitem a informação do sinal doloroso através do primeiro neurónio passando à medula espinal onde fazem sinapse com o neurónio de segunda ordem. Esta fase depende da presença de substâncias químicas (neurotransmissores) excitatórias como é, por exemplo, o glutamato e a substância P. Após a sinapse, o axónio do segundo neurónio propaga o sinal até ao cérebro onde será realizada a interpretação desse perigo. A informação entra através de uma estrutura chamada tálamo e daqui surgem duas  vias responsáveis por diferentes tipo de dor: a dor somática, aguda e bem localizada (pelo trato neoespinhotalâmico) e a dor visceral, mal localizada (pelo trato paleo-espinhotalâmico). Este último envia o sinal de forma difusa para outras zonas do cérebro como o sistema límbico, a formação reticular e córtex cerebral que controlam a percepção e integram a resposta afectiva à dor. Esta via está por isso relacionada com a dor crónica.</p>
<p><strong>Mecanismos de inibição da dor</strong></p>
<li><strong>Via descendente da dor</strong>:
<p>Felizmente, existem mecanismos capazes de modular este processo da transmissão da dor. Assim que é detetada a dor pelo cérebro, são conduzidas informações por uma via descendente na medula espinal, onde são libertadas substâncias que têm a capacidade de diminuir a excitabilidade do neurónio, conduzindo à inibição da dor. As substâncias mais importantes neste sistema são a serotonina , noradrenalina e opióides endógenos. Todas estas substâncias são produzidas pelo nosso organismo.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="588" height="476" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/dor-crónica-educação-dor-FISIOVIDA.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8443" orderby="post__in" include="8443" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/dor-crónica-educação-dor-FISIOVIDA.jpg 588w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/dor-crónica-educação-dor-FISIOVIDA-300x243.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" title="Aprofundando conhecimentos sobre DOR 19">

<em>Imagem retirada do livro &#8220;Explain Pain &#8211; David Butler&#8221;</em></p>
<p><strong>Mecanismos de Sensibilização da Dor:</strong></p>
<p>Os processos de sensibilização da dor podem ocorrer fisiologicamente, como por exemplo, durante processos inflamatórios ou, patologicamente, como acontece no caso da dor crónica.<br />
A sensibilização da dor ocorre sob duas formas principais: sensibilização periférica e a sensibilização central.</p>
<p><strong>Sensibilização Periférica:</strong><br />
Como referido, perante uma lesão está habitualmente associado um processo inflamatório. No local da lesão é criada uma “sopa inflamatória” com libertação de moléculas e mecanismos que vão  trabalhar progressivamente para a cicatrização dos tecidos. No início, esta resposta inflamatória inclui vários processos associados como a vasodilatação e a libertação de proteínas que causam rubor, aumento da temperatura local e edema. Este processo intensifica a reação das fibras nervosas a estímulos nocicetivos, dando origem a uma sensibilização periférica, processo que surge para proteger a área inflamada do contacto e do movimento, no sentido de restabelecer a função. <strong>À medida que o tecido cicatriza a dor deverá diminuir e o limiar de sensibilidade aos estímulos deverá aumentar.</strong></p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="391" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8445" orderby="post__in" include="8445" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto.jpg 976w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto-300x122.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/10/Esquema-dor-crónica-porque-tenho-dor-FISIOVIDA-Porto-768x313.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" title="Aprofundando conhecimentos sobre DOR 20">

<em>Imagem retirada do livro &#8220;Explain Pain &#8211; David Butler&#8221;</em></p>
<blockquote><p><em><strong>Se ocorrerem erros (como alteração da expressão genética e da síntese proteica) este processo de sensibilização mantém-se, progredindo para uma sensibilização central. </strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Sensibilização Central:</strong></p>
<p><strong>A sensibilização central (SC) é caracterizada por hipersensibilidade (excessiva sensibilidade a estímulos com potencial de dano) do sistema somatosensorial, não só no local da lesão inicial como nas áreas adjacentes.</strong> Pensa-se que este fenómeno deve-se ao aumento da atividade dos mecanismos da dor com redução do limiar, o que significa que um determinado estímulo não agressivo inicia o mecanismo da dor quando não seria esperado. É como se existisse um estímulo nocivo que persiste por um longo período de tempo, sem interrupção das mensagens de perigo. <strong>Perante esta estimulação mantida, o sistema nervoso central poderá ficar hiperreativo também em relação aos estímulos externos, tornando-se mais “sensível”</strong> à luz, calor/frio, barulho, stress, cheiros. Associado a esta resposta exagerada do sistema existe também um “mau funcionamento” nos mecanismos de inibição da dor. </p>
<blockquote><p><em><strong>A dor crónica pode assim surgir como uma consequência da sensibilização central mas nem todas as pessoas que sofrem de dor crónica sofrem de sensibilização central.</strong></em></p></blockquote>
<p>Pensa-se que a SC poderá estar na base de determinados subgrupos de dor crónica (como a dor lombar, whiplash, osteoartrite, artrite reumatóide, dor no cotovelo, dor no ombro e dores de cabeça) e as razões para este aspeto são ainda desconhecidas no entanto, pode associar-se a uma predisposição genética ou influências de outros fatores biopsicosociais.</p>
<blockquote><p><em><strong>A presença de SC significa que o cérebro é capaz de percecionar dor, fadiga e outros sinais de alarme, ainda que não exista lesão estrutural. Esta não será uma disfunção da “cabeça” mas sim do SNC, cérebro e medula espinal, onde os mecanismos que regulam a dor não atuam devidamente, ficando o sistema de alarme desajustado e inadequado.</strong></em></p></blockquote>
<p>Assume-se que várias condições de dor crónica estejam associadas a defeitos na modulação da dor, especialmente um défice no processo de inibição da dor como acontece na sensibilização central.</p>
<p><strong>Como pode a equipa da Fisiovida ajudá-lo a superar este processo?</strong></p>
<p>É muito importante realçar a importância de  uma abordagem terapêutica multiprofissional e interdisciplinar perante uma questão de multidimensionalidade.<br />
Numa fase inicial, é <strong>importante um esclarecimento das percepções que a pessoa tem sobre a sua situação através da Educação da Fisiologia da Dor.</strong> Compreender a controvérsia da dor crónica ajudará a entender a ausência de marcadores objetivos ou imagens de diagnóstico que comprovem a presença de um problema ou de uma lesão tecidular. <strong>De seguida, será importante traçar um plano de intervenção tendo em conta os objetivos e expetativas de cada pessoa, baseado no que mais valoriza.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>Estas estratégias serão focadas na capacidade e na funcionalidade e não nos sintomas, sendo transversal às actividades da vida diária, ao exercício terapêutico e durante a terapia manual.</strong></em></p></blockquote>
<p>Significa que <strong>será encontrada uma solução para não fazer demais, mas também não deixar de fazer tudo, ajudando-o a manter-se ativo e a fazer as coisas que gosta e que necessita de fazer, sem ativar os mecanismos de alerta.</strong> Este modelo de intervenção é apoiado pela literatura mais recente que verifica mudanças positivas ao nível do SNC, assim como aumento da funcionalidade, diminuição da catastrofização da dor e melhoria na mobilidade.</p>
<blockquote><p><em><strong>Em vários estudos verificou-se também que após o exercício aeróbio o limiar dos estímulos nociceptivos fica aumentado, ou seja, o sistema está menos sensível, não activando tão facilmente os mecanismos da dor.</strong></em></p></blockquote>
<p>Pensa-se que o sistema opióide endógeno (substâncias produzidas pelo próprio corpo) tem um papel chave bem como a ativação de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina. Independentemente do seu mecanismo, <strong>pode afirmar-se que o exercício induz hipoalgesia (diminuição da sensibilidade à dor) temporária e também por isso é importante o utente manter-se ativo em todo o processo.</strong></p>
<p>Contar com uma equipa actualizada e interessada nos conhecimentos mais recentes do mecanismo da dor é uma mais-valia para um acompanhamento eficaz e bem sucedido! </p>
<p><strong>Autora do artigo:</strong></p>
<li>Dra. Luciana Ferraz &#8211; Fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates<br />
<br />
<strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<li>Malfliet A. et al. (2017). Applying modern pain neuroscience in clinical practice: Criteria for the classification of central sensitization pain, Brazilian Journal of Physical Therapy Pain Physician. 21(5):378-387;
<li>Nijs J. et al. (2011). How to explain central sensitization to patients with ‘unexplained’ chronic musculoskeletal pain: Practice guidelines. Manual Therapy. 16: 413-418;
<li>Butler D. e Moseley L. (2003). Explain Pain. Noigroup Publications. Austrália;
<li>Louw A. et al. (2016). Know pain, know gain? A perspective on pain neuroscience education in physical therapy, Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy. 6(3):131-134;
<li>Woolf C. (2010).  What is this thing called pain? The Journal of Clinical Investigation. 120: 3742-3744.<br />
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Aprofundando conhecimentos sobre DOR 21"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/aprofundando-conhecimentos-sobre-dor/">Aprofundando conhecimentos sobre DOR</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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		<title>Dia Mundial da Fisioterapia e a Dor Crónica</title>
		<link>https://fisiovida.pt/dia-mundial-da-fisioterapia-e-a-dor-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2019 11:55:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia Avançada]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[dor crónica]]></category>
		<category><![CDATA[neurofisiologia dor]]></category>
		<category><![CDATA[tratar dor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial da Fisioterapia celebra-se anualmente a 8 de Setembro, desde 1996, dia da fundação da World Confederation of Physical Therapy (WCPT), em 1951. Esta data é celebrada por toda a comunidade de Fisioterapeutas a nível mundial e para assinalar este dia todos os anos é seleccionado um tema com impacto na saúde mundial. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial da Fisioterapia celebra-se anualmente a 8 de Setembro, desde 1996, dia da fundação da World Confederation of Physical Therapy (WCPT), em 1951. Esta data é celebrada por toda a comunidade de Fisioterapeutas a nível mundial e para assinalar este dia todos os anos é seleccionado um tema com impacto na saúde mundial. Este ano o tema é a dor crónica. </p>
<p><strong>Qual o verdadeiro impacto da DOR CRÓNICA?</strong></p>
<p>De acordo com a Direcção Geral da Saúde, <strong>a prevalência da dor crónica na população portuguesa adulta excede os 30%.</strong> A dor, em particular a dor crónica, tem impacto na pessoa muito para além do sofrimento que lhe causa, nomeadamente, sequelas psicológicas, isolamento, incapacidade e perda de qualidade de vida. Esse impacto pode ultrapassar a própria pessoa e envolver a família, cuidadores e amigos.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="480" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-Porto-Tratamento-FISIOVIDA.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8426" orderby="post__in" include="8426" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-Porto-Tratamento-FISIOVIDA.jpg 400w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-Porto-Tratamento-FISIOVIDA-250x300.jpg 250w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" title="Dia Mundial da Fisioterapia e a Dor Crónica 23">

<blockquote><p><em><strong>As repercussões socioeconómicas da dor são significativas pelos custos envolvidos em consultas médicas e na terapêutica mas também pela perda de produtividade e absentismo na actividade profissional.</strong></em></p></blockquote>
<p>A <strong>dor lombar é referenciada como a causa mais frequente e incapacitante</strong> mas são também descritas as dores cervicais, dor de ombro, osteoartrose, artrite reumatóide, dor de cabeça, cancro e fibromialgia.</p>
<p><strong>Como surge a dor crónica?</strong><br />
<strong>Como é possível sentir dor mesmo quando não se encontra uma lesão física de origem, nem existe história de uma lesão antiga? </strong></p>
<p>O estudo da neurofisiologia da dor baseado na melhor evidência científica é crucial para conseguir responder a estas questões e para auxiliar na abordagem das pessoas com dor.</p>
<blockquote><p><em><strong>Facto interessante é que vários estudos verificaram ser eficaz num processo de reabilitação de dor crónica a Educação acerca da Fisiologia da Dor, a par com a terapia manual e o exercício clínico.</strong></em></p></blockquote>

<img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="500" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-FISIOVIDA-Porto-educação-da-dor.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" link="none" columns="1" size="large" ids="8428" orderby="post__in" include="8428" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-FISIOVIDA-Porto-educação-da-dor.jpg 750w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-FISIOVIDA-Porto-educação-da-dor-300x200.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/09/dor-crónica-FISIOVIDA-Porto-educação-da-dor-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" title="Dia Mundial da Fisioterapia e a Dor Crónica 24">

<p>Esta abordagem mostrou ser útil na <strong>descatastrofização da dor</strong> e na <strong>mudança de hábitos negativos para positivos</strong>, traduzindo-se num <strong>aumento da funcionalidade e diminuição dos sintomas</strong>. Para perceber como pode surgir a dor crónica é fundamental entender o mecanismo fisiológico da Dor para depois percebermos como este processo pode ser alterado e levar à situação de Dor Crónica.</p>
<p><strong>O que é a Dor?</strong></p>
<p>A dor segundo a definição da International Association for the Study of Pain (IASP) é <em>“uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão tecidular real ou potencial&#8221;</em>.</p>
<blockquote><p><em><strong>Ninguém quer sentir dor mas reconhecemos que é fundamental para a nossa sobrevivência. É um sinal de alarme que nos informa do perigo e que nos encoraja a afastar dele. É também um mecanismo essencial ao desenvolvimento e aprendizagem. </strong></em></p></blockquote>
<p>A dor é definida como uma experiência individual, dependente de um processo complexo onde existe uma modulação do Sistema Nervoso Central (SNC) por mecanismos fisiológicos e psicológicos, bem como por fatores externos. O conhecimento atual dos mecanismos da dor teve um grande avanço a partir da década de 90, momento em que se começou a utilizar a ressonância magnética funcional para observar se as regiões do cérebro estavam ativas durante a dor e, de facto, verificaram que várias regiões cerebrais estão ativas durante a percepção da dor. Assim, sabe-se agora que a experiência da dor é modulada por vários processos, nomeadamente, a função cognitiva e emocional e determinada por influências genéticas e sensoriais. Estes avanços permitiram evoluir a Teoria de Gate Control, proposto por Melzack em 1965, para a Teoria da Neuromatrix da Dor.</p>
<p>A dor crónica é definida pela IASP como <em>“dor que persiste para além do tempo de cura normal, ou superior a 3 meses</em>”.</p>
<blockquote><p><em><strong>A dor ao persistir para além da cura da lesão que lhe deu origem ou na impossibilidade de objetivação de lesão passa a ser não informativa e patológica. Deve ser encarada como uma doença por si só e não como um sintoma, conforme reconhecido pela European Federation of Pain, em 2001.</strong></em></p></blockquote>
<p>Esta dor condiciona o indivíduo e poderá incapacitá-lo a vários níveis.</p>
<p>Apesar dos mecanismos da dor serem universais, <strong>a dor em si é sempre uma experiência única e deverá ser aceite e compreendida</strong>.</p>
<blockquote><p><em><strong>Nem sempre a intensidade da dor se relaciona com a quantidade de lesão tecidular.</strong></em></p></blockquote>
<p>O corte de papel, por exemplo, fino e superficial que leva muitas vezes a uma dor aguda e bastante intensa. Por outro lado, todos já ouvimos as histórias de soldados de guerra que perante lesões tecidulares profundas não sentiram dor no momento da lesão porque a necessidade de sobrevivência sobrepôs-se à dor.<br />
No que se refere à dor lombar, pesquisas revelam que a intensidade de dor sentida raramente está relacionado à quantidade de danos do disco e do nervo. A degeneração é um processo normal de envelhecimento de todos os tecidos, ela não tem que contribuir obrigatoriamente para a experiência da dor nem de disfunção.</p>
<blockquote><p><em><strong>Sabe-se que sentir dor ou não, dependerá da interpretação do cérebro em relação à informação que chega da periferia como sendo uma ameaça ou não. Esta análise é influenciada pelo contexto, estado emocional, cultura e crenças, memórias de experiências anteriores e pela capacidade cognitiva.</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Explicar a presença de dor sem lesão tornou-se crucial para a compreensão da dor crónica</strong>. Sabe-se agora que a verdadeira causa está no processamento e nos mecanismos fisiológicos da dor. Aprender sobre estes mecanismos ajudará a entender o que se passa com o seu corpo perante uma dor difusa e permanente, ajudando a compreender e a lidar melhor com a sua dor.<br />
A equipa FISIOVIDA está aqui para o(a) ajudar!</p>
<p>Caso pretenda aprofundar mais a leitura deste tema sugerimos que leia o nosso artigo <a href="https://fisiovida.pt/aprofundando-conhecimentos-sobre-dor/">&#8220;Aprofundando Conhecimentos sobre Dor&#8221;</a></p>
<p><strong>Autora do artigo:</strong></p>
<li>Dra. Luciana Ferraz &#8211; Fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates<br />
<br />
<strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<li>Applying Modern Pain Neuroscience in Clinical Practice: Criteria for the Classification of Central Sensitization Pain, Pain Physician 2014;
<li>How to explain central sensitization to patients with ‘unexplained’ chronic musculoskeletal pain: Practice guidelines, Manual Therapy 16 (2011) 413e418;
<li>Explain Pain &#8211; David Butler;
<li>Know Pain, Know Gain? A Perspective on Pain Neuroscience Education in Physical Therapy
<li>What is this thing called pain? Clifford J. Woolf Pain. 1999 Aug;Suppl 6:S121-6.
<li>From the gate to the neuromatrix. Melzack R1;
<li>Programa nacional para a prevenção e controlo da dor, DGS 2017;
<li>Applying contemporary neuroscience in exercise interventions for chronic spinal pain: treatment protocol, Brazilian Journal of Physical Therapy 2017.<br />
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Dia Mundial da Fisioterapia e a Dor Crónica 25"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/dia-mundial-da-fisioterapia-e-a-dor-cronica/">Dia Mundial da Fisioterapia e a Dor Crónica</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Usar Cintas Lombares: Sim ou Não?</title>
		<link>https://fisiovida.pt/usar-cintas-lombares-sim-ou-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 08:36:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[Pilates Clínico]]></category>
		<category><![CDATA[Reeducação Postural Global - RPG]]></category>
		<category><![CDATA[corrigir postura]]></category>
		<category><![CDATA[dor costas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CINTAS LOMBARES: sim ou não? A utilização das cintas não é consensual. O seu uso apresenta vantagens e desvantagens, por isso deve ser sempre avaliado caso a caso. No entanto, as cintas SÓ DEVEM ser indicadas em situações muito ESPECÍFICAS e EXCECIONAIS! Qual a utilidade das cintas lombares? As cintas foram criadas com o objetivo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CINTAS LOMBARES: sim ou não?</strong></p>
<p>A utilização das cintas não é consensual. O seu uso apresenta vantagens e desvantagens, por isso deve ser sempre avaliado caso a caso.</p>
<blockquote><p><em><strong>No entanto, as cintas SÓ DEVEM ser indicadas em situações muito ESPECÍFICAS e EXCECIONAIS!</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Qual a utilidade das cintas lombares?</strong><br />
As cintas foram criadas com o objetivo de imobilizar parcialmente a coluna lombar, permitindo a diminuição do movimento do tronco. Contudo não o eliminam por completo nem reduzem a carga sobre a coluna.<br />
Apesar de contribuirem para o aumento da estabilidade lombar, <strong>diversos estudos científicos indicam que a utilização das cintas não deve exceder as 2 semanas, caso contrário, a utilização a longo prazo, poderá tornar suscetível uma atrofia muscular, decorrente de uma inatividade e diminuição da função por parte da musculatura da coluna.</strong></p>
<p><strong>A cinta evita lesões na coluna lombar?</strong><br />
<strong>As cintas não evitam lesões na região lombar</strong>, contudo acredita-se que estas podem atenuar a dor lombar aguda. O facto das cintas reduzirem e conterem a amplitude de movimento na coluna, pode diminuir a dor e ajudar na marcha. <strong>Estudos recentes sugerem que a utilização da cinta num curto espaço de tempo ajuda a reduzir a dor e a melhorar a sua função sem causar perda de força muscular. </strong><br />
Existem vários tipos de cintas lombares: umas elaboradas com um material mais rígido e outras com um material mais flexível. As mais rígidas permitem uma maior resistência ao movimento do tronco, no entanto, a longo prazo, contribuem para o aumento da rigidez muscular, devido a alterações na ativação dos músculos do tronco. As mais flexíveis têm menor suporte do tronco, limitando menos o movimento.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/04/Cinta-lombar-porto-FISIOVIDA-dor-lombar-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="8171" orderby="post__in" include="8171" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/04/Cinta-lombar-porto-FISIOVIDA-dor-lombar-300x200.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/04/Cinta-lombar-porto-FISIOVIDA-dor-lombar-270x180.jpg 270w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/04/Cinta-lombar-porto-FISIOVIDA-dor-lombar.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Usar Cintas Lombares: Sim ou Não? 27">

<p><strong>O uso da cinta no manuseio de cargas</strong><br />
Seja no local de trabalho, para atividades que exigem muito esforço, seja em algumas modalidades desportivas, o uso da cinta lombar deve ser sempre ponderado. É de salientar que este é um acessório que contorna a região da cintura, e por isso exercerá uma compressão na região abdominal. Isto implica um aumento da pressão intra-abdominal, limitando o fluxo sanguíneo e o funcionamento dos órgãos desta região. Além disso, durante o levantamento de uma carga ou peso, normalmente as pessoas tendem a suster a sua respiração, contribuindo também para o aumento da pressão na região torácica e abdominal.<br />
No desporto, se não estiver a realizar os movimentos de forma correta, há uma grande probabilidade de provocar uma lesão.</p>
<blockquote><p><em><strong>Por vezes, as cintas transmitem uma falsa sensação de segurança, fazendo com que as lesões se tornem mais graves. </strong></em></p></blockquote>
<p>Lembre-se!</p>
<li>Usar a cinta apenas durante a atividade de levantamento e movimentação manual do peso/carga;
<li>A cinta lombar não garante mais força para levantar um peso;
<li>Se nunca se lesionou nas costas, o uso da cinta não lhe irá proporcionar mais segurança;
<li>Em alguns exercícios, para tirar o máximo partido das cintas de suporte lombar, irá executar os movimentos de forma incorreta;
<li>Se lesionar-se enquanto estiver a usar uma cinta, provavelmente a lesão será mais grave.
<p><strong>Se a cinta lombar não é a melhor opção para &#8220;tratar&#8221; a minha dor lombar de forma duradoura o que posso então fazer?</strong><br />
A cinta pode ser uma opção no tratamento da dor lombar aguda, contudo existem <strong>outras abordagens para o alivio da sintomatologia nestas situações que não se focam apenas no alívio momentâneo, mas oferecem uma perspetiva mais duradoura ao nível das melhorias.</strong><br />
De acordo com as recomendações atuais sobre a abordagem da dor lombar, <strong>a intervenção deve incluir um programa de exercícios que permitam restaurar ou manter o controlo motor da coluna e a postura corporal adequada.</strong> Um trabalho com enfoque em exercícios aeróbios, no fortalecimento muscular e na flexibilidade parece ser mais eficaz na diminuição da dor e na melhoria da função.<br />
Na FISIOVIDA o conceito de exercício está presente através de duas abordagens:</p>
<li>Uma das abordagens é o Pilates Clínico, que dá especial relevância à avaliação individual e personalizada, trabalhando a musculatura do core abdominal para uma maior estabilidade lombopélvica. <strong>O Pilates é um dos métodos amplamente utilizados em pessoas com lombalgia</strong>. Esta prática permite o restabelecimento da função dos músculos envolvidos na estabilidade lombopélvica, ou seja, nos músculos transverso abdominal, multífidos, diafragma e pavimento pélvico.
<li>Por outro lado, o programa ECOS – Exercício Clínico e Otimização da Saúde, visa a melhoria dos principais sistemas do corpo, focando-se no trabalho aeróbio, flexibilidade e fortalecimento muscular.
<p><strong>A Reeducação Postural Global &#8211; RPG, é outro dos métodos que tem revelado resultados efetivos na diminuição da dor e da rigidez</strong>, assim como no aumento da mobilidade da coluna e da expansibilidade torácica. A RPG tem por base o alongamento global das cadeias musculares com objetivo de restabelecer a flexibilidade muscular, recuperar o alinhamento correto das estruturas, eliminar a dor e restabelecer a função.</p>
<p><strong>Autora do artigo:</strong></p>
<li>Dra. Alice Vitorino &#8211; Fisioterapeuta especializada em R.P.G. na FISIOVIDA<br />
<br />
<strong>Bibliografia:</strong></p>
<li>Azadinia, F., Ebrahimi, T., Kamyab, M., Parnianpour, M., Cholewicki, J., &#038; Maroufi, N. (2017). Can lumbosacral orthoses cause trunk muscle weakness? A systematic review of literature. The Spine Journal;
<li>Boucher, J.-A., Roy , N., Preuss, R., &#038; Larivière, C. (2017). The effect of two lumbar belt designs on trunk repositioning sense in people with and without low back pain;
<li>Cholewicki, J., Lee, A., Reeves, N., &#038; Morrisette, D. (2010). Comparison of trunk stiffness provided by different design characteristics of lumbosacral orthoses. Clin Biomech;
<li>Coenen, P., Campbell, A., Kemp-Smith, K., O&#8217;Sullivan, P., &#038; Straker, L. (2017). Abdominal bracing during lifting alters trunk muscle activity and body kinematics. Applied Ergonomics;
<li>Eiks, M., Zgorzalewicz-Stachowiak, M., &#038; Zenczak-Praga, K. (2019). Application of Pilates-based exercises in the treatment of chronic non-specific low back pain: state of the art. Postgraduate Medical Journal;
<li>Kawchuk, G., Edgecombe, T., Lok Wong, A., Cojocaru, A., &#038; Prasad, N. (2015). A non-randomized clinical trial to assess the impact of nonrigid, inelastic corsets on spine function in low back pain participants and asymptomatic controls. The Spinal Journal;
<li>Mathias , M., &#038; Rougier, P. (2010). In healthy subjects, the sitting position can be used to validate the postural effects induced by wearing a lumbar lordosis brace. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine;
<li>McGill, S. (2006). Ultimate Back Fitness and Performance 5th Edition. Orthopedic Physical Therapy &#038; Rehabilitation Product;<br />
Munoz, F., Salmochi, J. F., Faouen, P., &#038; Rougier, P. (2010). Low back pain sufferers: Is standing postural balance facilitated by a lordotic lumbar brace? Orthopaedics and Traumatology: Surgery and Research;</p>
<li>Paolucci, T., Attanasi, C., Cecchini, W., Marazzi, A., Capobianco, S., &#038; Santilli, V. (2018). Chronic low back pain and postural rehabilitation exercise: a literature review. Journal of Pain Research;
<li>Ulger, O., Demirel, A., Oz, M., &#038; Sahin, A. (2018). Effectiveness of physiotherapy and minimal invasive technics on functional status and quality of life in geriatric patients with low back pain. Journal of Exercise Rehabilitation.
<p>Bibliografia</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Usar Cintas Lombares: Sim ou Não? 28"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/usar-cintas-lombares-sim-ou-nao/">Usar Cintas Lombares: Sim ou Não?</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual o peso correto da mochila do seu filho?</title>
		<link>https://fisiovida.pt/qual-o-peso-correto-da-mochila-do-seu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 16:39:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
		<category><![CDATA[dor costas]]></category>
		<category><![CDATA[mochila pesada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na FISIOVIDA preocupa-nos o número crescente de crianças e adolescentes que recorrem aos nossos serviços com o objetivo de tratar dores na coluna, nomeadamente dores na região lombar. Uma das questões colocadas pelos pais em consulta, preocupados com a evolução da situação, é se o suposto excessivo peso da mochila pode estar na origem das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na FISIOVIDA preocupa-nos o número crescente de crianças e adolescentes que recorrem aos nossos serviços com o objetivo de tratar dores na coluna, nomeadamente dores na região lombar.<br />
Uma das questões colocadas pelos pais em consulta, preocupados com a evolução da situação, é <strong>se o suposto excessivo peso da mochila pode estar na origem das dores de costas</strong>. A resposta é complexa e, por isso mesmo, tentaremos elucidá-lo da melhor maneira.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="200" height="300" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/peso-mochilas-o-que-fazer-FISIOVIDA-Porto-Exercício-200x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="7990" orderby="post__in" include="7990" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/peso-mochilas-o-que-fazer-FISIOVIDA-Porto-Exercício-200x300.jpg 200w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/peso-mochilas-o-que-fazer-FISIOVIDA-Porto-Exercício-681x1024.jpg 681w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/peso-mochilas-o-que-fazer-FISIOVIDA-Porto-Exercício.jpg 399w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" title="Qual o peso correto da mochila do seu filho? 30">

<p><strong>A dor lombar pode ter diversas origens, tais como:</strong></p>
<li>Falta de atividade física (sedentarismo);
<li>Alterações nos padrões de movimento;
<li>Lesão ou patologia lombar;
<li>Fatores psicossociais (stress, bullying);
<li>Hábitos tabágicos;
<li>Excesso de peso corporal;
<li>Entre outros.<br />
<blockquote><p><em><strong>Embora a carga e outros fatores biomecânicos sejam frequentemente alvos de culpa, a verdade é que não existem estudos que o comprovem verdadeiramente!</strong></em></p></blockquote>
<p>Em geral, recomenda-se que o peso da mochila não ultrapasse os 10% do peso corporal da criança, e que a mochila seja confortável e bem ajustável ao tamanho do tronco da criança, muito embora nos estudos realizados até ao momento não apresentem resultados conclusivos.<br />
De facto, numa revisão de artigos sobre este assunto, publicado em 2018 num jornal reconhecido na área da saúde (British Journal of Sports Medicine) foi possível concluir que <strong>não existe uma relação direta, entre os vários aspetos da utilização das mochilas escolares (peso, tipo de mochila, forma de transporte, duração) com a dor lombar que cada vez mais afeta as crianças e adolescentes.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>Contudo, as crianças que têm a perceção que as mochilas são demasiado pesadas parecem ser aquelas que apresentam mais queixas de dor lombar!</strong></em></p></blockquote>
<p>Estas conclusões fazem-nos refletir sobre a <strong>importância de uma AVALIAÇÃO PERSONALIZADA, de cada caso</strong>, primeiramente para excluir possíveis lesões/patologias lombares ou de outras regiões adjacentes que prejudiquem essa região, e depois para avaliar que outros fatores, que verdadeiramente possam estar na origem da sintomatologia apresentada. </p>
<blockquote><p><em><strong>Comummente, as disfunções nos padrões de movimento normais, nomeadamente em termos de mobilidade, controlo motor e força, são aspetos deficitários, e cada vez mais comuns numa faixa etária cada vez mais sedentária. A importância da avaliação é a de seleccionar e adequar uma INTERVENÇÃO dirigida à real causa do problema de forma a que a sintomatologia não se repita.</strong></em></p></blockquote>

<img loading="lazy" decoding="async" width="201" height="300" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/fazer-exercício-ECOS-FISIOVIDA-mochilas-201x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="7994" orderby="post__in" include="7994" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/fazer-exercício-ECOS-FISIOVIDA-mochilas-201x300.jpg 201w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2019/02/fazer-exercício-ECOS-FISIOVIDA-mochilas.jpg 402w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" title="Qual o peso correto da mochila do seu filho? 31">

<p>A intervenção educacional é um aspeto importante, para a criança/adolescente mas também para quem o acompanha diariamente.<br />
Assim, neste caso concreto, <strong>recomendamos que as crianças transportem uma mochila adequada ao seu tamanho, devidamente ajustada, e com um peso como ponto de referência os 10% do peso corporal</strong>, mas que sobretudo a faça sentir confortável durante o transporte da mesma. Salientamos, que <strong>o exercício é sem dúvida o melhor “remédio” para a maior parte deste tipo de casos</strong>, para melhorarem possíveis sintomas, mas ajudando também em diversos aspetos: desenvolverem diversas competências motoras (mobilidade, controlo motor e força), qualidade do sono, mais energia, melhor capacidade de raciocínio e concentração, melhor auto-estima.</p>
<p>Conte com a equipa FISIOVIDA para o ajudar e para ajudar o seu(sua) filho(a)!</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<li>Yamato, T. P., Traeger, A., &#038; Maher, C. G. (2018). Do schoolbags cause back pain in children and adolescents? A systematic review. British Journal of Sports Medicine.
<p><strong>Autor do artigo:</strong></p>
<li>Dr. João Baptista &#8211; fisioterapeuta FISIOVIDA<br />
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Qual o peso correto da mochila do seu filho? 32"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/qual-o-peso-correto-da-mochila-do-seu-filho/">Qual o peso correto da mochila do seu filho?</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sentir ou não sentir DOR&#8230;eis a questão!</title>
		<link>https://fisiovida.pt/sentir-ou-nao-sentir-dor-eis-a-questao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2018 15:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas Úteis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A generalidade das pessoas na sociedade, incluindo também a grande maioria dos profissionais de saúde, acreditam que a dor é somente originada quando existe uma LESÃO. A ideia que reina é que SEM LESÃO não há DOR! Mas esta ideia não é verdade! Basicamente, o que as pessoas acreditam é que se sentem dor nalguma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A generalidade das pessoas na sociedade, incluindo também a grande maioria dos profissionais de saúde, acreditam que a dor é somente originada quando existe uma LESÃO.</p>
<blockquote><p><em><strong>A ideia que reina é que SEM LESÃO não há DOR! Mas esta ideia não é verdade!</strong></em></p></blockquote>
<p>Basicamente, <strong>o que as pessoas acreditam é que se sentem dor nalguma zona do corpo, tem de existir algo lá que esteja danificado</strong>, ora seja uma hérnia discal, ou algo rompido e desgastado&#8230;mas segundo a linha de pensamento da generalidade das pessoas, algo de MAU tem de existir nessa zona para provar a dor! Mas isso não é VERDADE!</p>
<p>Esta crença é baseada no modelo “Cartesiano” da dor, apresentado pelo filósofo Descartes há quase 350 anos, no qual ele descrevia através de um exemplo no seu livro <em>“Treatise of Man”</em> que <em>“&#8230;A partícula da chama brota do fogo, toca o dedo do pé, move-se pela medula espinal até um pequeno sino sair no cérebro e dizer: ‘AUUUU. Isso dói!!!!”</em> <strong>Este tem sido, infelizmente, o modelo que ainda vigora na maioria dos hospitais e consultórios médicos e que tem impedido os pacientes de conhecerem uma outra perspetiva de olhar a dor</strong>, que é libertadora e em diversos casos elimina mesmo por completo a sintomatologia que retira tanta qualidade de vida às pessoas.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA-300x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5409" orderby="post__in" include="5409" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA-300x300.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA-150x150.jpg 150w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA-59x59.jpg 59w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA-120x120.jpg 120w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-como-alerta-tratamento-Porto-FISIOVIDA.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 34">

<p>Lamentavelmente, apesar da evidência científica provar o contrário há já vários anos, a maioria dos profissionais de saúde ainda baseia-se neste modelo Cartesiano, com quase 350 anos, ou também conhecido como modelo biomédico, criando nos pacientes o denominado efeito NOCEBO. Um estudo publicado na revista <em>BMC Musculoskeletal Disorder</em> em 2010 (1), utilizou como amostra, pessoas recuperadas de dor lombar. Essas pessoas, já sem dor, foram divididas em 2 grupos distintos: as pessoas do primeiro grupo foram advertidas a terem muito cuidado com a sua coluna, alertando e mostrando nos exames todas as alterações degenerativas e discais que tinham, sendo-lhes transmitidos todos os cuidados que deveriam ter para evitarem recidivar com a dor. Aplicaram aquilo que se conhece como efeito NOCEBO! No outro grupo de pessoas focaram os ganhos obtidos com o tratamento, transmitindo que já tinham boa mobilidade na coluna e já não havia razões para surgir dor. Foram incentivados a fazer todas as atividades que gostavam e a não pensarem mais na possibilidade de voltarem a ter dor porque não havia nada que o justificasse. Após 1 ano, os pacientes foram reavaliados e no primeiro grupo, 95% das pessoas recidivaram; no outro grupo 5% apenas recidivaram!</p>
<blockquote><p><em><strong>As pesquisas científicas sobre DOR têm demonstrado que quando temos dor, esta tem menos a ver com o estado atual dos nossos tecidos e mais a ver com o cérebro e o sistema nervoso.</strong></em></p></blockquote>
<p>Francamente, a dor não é tão simples quanto a maioria das pessoas, e até alguns profissionais de saúde, pensam. <strong>A dor é uma experiência multifatorial que é produzida por múltiplas influências e fatores. A dor não é simplesmente uma sensação causada por uma lesão, inflamação no corpo ou dano tecidular.</strong> Isso está claramente contra aquilo que aprendemos ao longo da nossa infância, isto é, a dor ter que ter sempre uma causa clara. Exemplo: Se nós nos trilhamos com o dedo na porta, o resultado é um dedo com dor; se nós caímos e magoamos o joelho, então sentimos dor no joelho. Tudo isso é verdade e verificável!</p>
<p><strong>Será que a DOR pode ser vista como algo de BOM?!</strong><br />
SIM, claro que sim!</p>
<p><strong>A dor é uma resposta natural, e também é boa, porque nos faz proteger a área lesada evitando danificá-la ainda mais!</strong> Isso faz-nos agir e promover a cura através do descanso.</p>
<p>A dor associada à inflamação é uma das formas primitivas de defesa que é essencial para o processo de reparação dos tecidos. Convém sempre pensar no inchaço, edema e dor após uma lesão como parte do próprio sistema interno de reparação e auto-cura e é importante ser agradecido por isso. O edema, que é o aspeto mais óbvio da inflamação e que preocupa tanta gente, é justamente uma consequência derivada da necessidade de obter sangue e substâncias químicas cicatrizantes na área.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="205" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/inchaço-nos-pés-é-bom-FISIOVIDA-Porto-300x205.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5412" orderby="post__in" include="5412" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/inchaço-nos-pés-é-bom-FISIOVIDA-Porto-300x205.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/inchaço-nos-pés-é-bom-FISIOVIDA-Porto.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 35">

<p><strong>A DOR funciona muitas vezes como um sinal evidente do corpo para a importância de nos movermos!</strong></p>
<p>Enquanto que em muitas situações, a dor é frequentemente um bom guia para que a cicatrização seja mais adequada, proporcionando ao corpo boas condições de repouso para que o processo de cicatrização seja bem sucedido, noutras situações o que a dor significa é a necessidade do corpo ter movimento. A dor pode surgir pouco a pouco, por exemplo, em pessoas que trabalham muitas horas sentadas, e surge como mecanismo do corpo dizer que precisa de se movimentar. <strong>O sistema de alarme do nosso corpo trabalha para zelar pelo nosso bem-estar todo o tempo. Frequentemente dá simples avisos para que façamos mudanças.</strong></p>
<p><strong>Qual a importância da DOR na&#8230;.prevenção de&#8230;.uma lesão dolorosa?</strong><br />
O movimento é importante para que o corpo tenha uma boa irrigação sanguínea. A falta de movimento, ou uma compressão física, como estar sentado numa pedra leva a que os músculos e articulações sejam alvo de uma produção de líquido ou toxinas resultantes da atividade celular que acidificarão a zona. Se uma pessoa depois de um dia de trabalho em frente ao PC sente dor nos músculos, isso é provavelmente resultado do facto de que o ácido acumulado nos músculos e outros tecidos moles leva à abertura dos sensores de ácido, que conduz a que os impulsos ascendam rapidamente até a medula espinal e talvez até ao cérebro. <strong>Se o cérebro chega à conclusão que os músculos estão em perigo (o que parece lógico) e que por isso deveria fazer algo (o que também parece lógico) então sentiremos DOR. </strong><strong>Qual é a solução?</strong></p>
<p><strong>MOVIMENTO!</strong><br />
Simplesmente fazermos movimentos!<br />
Qualquer tipo de movimento!<br />
Os movimentos espontâneos são os melhores. De facto, a simples ideia de sabermos que os tecidos se acidificam nos deveria fazer levantar e mover.<br />

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/movimento-como-tratamento-para-dor-FISIOVIDA-Porto-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5411" orderby="post__in" include="5411" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/movimento-como-tratamento-para-dor-FISIOVIDA-Porto-300x200.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/movimento-como-tratamento-para-dor-FISIOVIDA-Porto-270x180.jpg 270w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/movimento-como-tratamento-para-dor-FISIOVIDA-Porto.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 36">

<blockquote><p><em><strong>Este é um tratamento barato, que não necessita de medicação nem terapias da moda.<br />
</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>A DOR como ALERTA de PERIGO:</strong></p>
<p>A dor é essencial para vivermos, porque nos protege do perigo, servindo de alerta e aviso normalmente antes que a lesão ou acidente aconteça. A dor vai fazer com que você se mexa de forma diferente, que pense e se comporte de maneira diferente o que também é vital para a cura.<br />

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="251" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/A-dor-é-boa-para-o-corpo-FISIOVIDA-Porto-tratamento-300x251.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5410" orderby="post__in" include="5410" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/A-dor-é-boa-para-o-corpo-FISIOVIDA-Porto-tratamento-300x251.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/A-dor-é-boa-para-o-corpo-FISIOVIDA-Porto-tratamento.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 37">

O sistema de dor funciona de forma estranha porque às vezes podemos cravar um espeto no pé ou magoarmos-nos em algum lado, e só vamos ter dor quando vemos o sangue ou percebemos que temos o espeto no pé. Por outro lado, podemos ter dano no corpo como um cancro, porque alguns cancros malignos não são dolorosos, e o sistema de dor falhar!</p>
<blockquote><p><em><strong>Ainda que tenhamos algum problema nos músculos, articulações, sistema imune, nervos ou qualquer outra região, só se o cérebro reconhecer que está em perigo é que a dor aparece.</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Por outro lado, posso não ter qualquer lesão mas se o cérebro reconhecer que os tecidos do corpo estão a ser alvo de um perigo real ou potencial, a dor pode aparecer.</strong></p>
<p><strong>“&#8230;Então como é possivel eu ter DOR mas não ter qualquer lesão que a justifique?&#8230;”</strong></p>
<p>Muitas das pessoas que chegam à FISIOVIDA chegam perturbadas e confusas porque percorreram várias especialidades médicas e em nenhuma delas é explicada a causa da sua dor, porque segundo eles não há razões clínicas para a dor existir! São pessoa rotuladas de dor crónica para as quais a única esperança é que quando morrerem vão deixar de sentir dor&#8230;!!!<br />
<strong>Todas as pessoas que experimentam uma dor que dura mais do que o tempo de cura e regeneração normal para qualquer tecido, que são os 3-6 meses, são pessoas rotuladas com dor crónica.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>Contudo, o que se tem descoberto sobre dor crónica é que este tipo de dor muitas vezes tem mais a ver com o nosso sistema nervoso e cérebro do que com a condição real dos tecidos no corpo.</strong></em></p></blockquote>
<p>E é aqui que é bastante libertador ver a dor por essa perspetiva!</p>
<p>Numa situação de dor crónica, o sistema nervoso encontra-se num estado de hipersensibilidade, em que o limiar de ativação dos nocicetores está incrivelmente diminuído, ou seja, basta um pequeno estímulo para despoletar imediatamente dor! <strong>Lembra-se da última vez que cortou-se ou caiu e raspou o joelho no chão ficando em carne viva? Como ficou a zona do trauma?</strong></p>
<p>Dorida, inflamada e hipersensível ao toque! Contudo, não é somente a zona do trauma que fica assim mas também a área ao redor fica dorida mesmo com um leve toque (definido como hiperalgesia e alodinia).</p>
<p><strong>Numa dor crónica, o que acontece é que todo sistema nervoso está hipersensibilizado.</strong> Se usarmos terminologia informática, considera-se que músculos, articulações, ligamentos e pele são somente o hardware e todo o sistema nervoso é o software, onde toda a ação acontece. O problema da dor crónica é que o problema não está no hardware! <strong>O problema da dor crónica é que o software está cheio de vírus, estando por isso hipersensibilizado e hiperreativo! O cérebro continua a acreditar que há uma ameaça e envia por isso um sinal de dor. </strong>É por isso que para muitas pessoas que tiveram dor lombar, o simples facto de dobrar a coluna lombar ao transportar um pequeno peso, embora numa situação normal pareça inofensivo, numa situação de dor crónica é ameaçador o suficiente para provocar dor.</p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-lombar-FISIOVIDA-dor-crónica-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5414" orderby="post__in" include="5414" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-lombar-FISIOVIDA-dor-crónica-300x200.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-lombar-FISIOVIDA-dor-crónica-270x180.jpg 270w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-lombar-FISIOVIDA-dor-crónica.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 38">

<p>Quando a dor persiste ainda assim em muitos casos, ainda que a lesão inicial já tenha tido tempo suficiente para curar-se, considera-se que o cérebro conclui que a ameaça persiste e que necessitamos de toda a proteção que possamos conseguir.</p>
<blockquote><p><em><strong>Há que recordar um aspeto importante que é:<br />
O CÉREBRO é o JUÍZ que toma a decisão final se deve ou não sentir dor!</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Apesar do cérebro ser uma máquina formidável, numa situação de dor crónica, ele encontra-se num “estado de loucura”, porque apesar de não haverem lesões físicas, ele continua a considerar que existe uma quantidade suficiente de ameaças que colocam em causa os tecidos do corpo e por isso reage com a criação da percepção de DOR!</strong></p>
<p>A dor crónica sempre foi um mistério. Por que é que essa dor deve durar por muitos anos quando o ferimento teve tempo suficiente para a cura? Múltiplos ferimentos por balas e grandes amputações podem cura-se em alguns meses, então por que é que uma pequena lesão no meu joelho ou ombro dura por muitos anos?<br />
Ou<br />
Como pode haver um grande número de pessoas que têm a mesma estrutura do corpo que eu com disfunção/lesão mas, ao contrário de mim, não sentem nenhuma dor?</p>
<p>Devido às distintas mudanças que o nosso sistema nervoso e cérebro fazem para proteger os nossos tecidos, podemos estar seguros de que a dor persistente não necessariamente reflete o estado dos nossos tecidos. Assim, se a nossa dor se prolonga mais além do tempo necessário para que cicatrizem os tecidos, este aumento de dor não significa necessariamente que estamos a sofrer nova lesão.<br />
Da mesma maneira, as dores recorrentes têm frequentemente uma função protetora. Se sofremos de uma dor recorrente durante muitos anos, cada recorrência não significa que nos estejamos a voltar a lesionar o músculo, articulação, ligamento ou nervo. Cientificamente, tem mais sentido chegar à conclusão de que as recidivas se produzem devido a que uma série ou série de sinais foram suficientes para ativar a representação virtual duma antiga lesão no cérebro. É como se o nosso cérebro estivesse a fazer um check-up assegurando-se de que o nosso corpo está bem, saudável e a salvo. Talvez o cérebro decidiu interpretar novamente a &#8220;melodia da dor&#8221; para assegurar-se de que não nos esquecemos de algo que possamos fazer e vir a causar dano para o corpo.</p>
<p><strong>&#8220;&#8230;Então se eu não tenho nenhuma lesão no corpo que justifique a minha dor, está-me a dizer que toda a DOR está na minha cabeça?”</strong></p>

<img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-sem-lesão-FISIOVIDA-Porto-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" link="none" columns="1" size="medium" ids="5415" orderby="post__in" include="5415" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-sem-lesão-FISIOVIDA-Porto-300x200.jpg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-sem-lesão-FISIOVIDA-Porto-270x180.jpg 270w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2018/02/dor-sem-lesão-FISIOVIDA-Porto.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 39">

<p>Esta é provavelmente a pergunta que com maior frequência fazem as pessoas que estão a aprender a fisiologia da dor. Para ser honestos na resposta a esta questão temos de dizer que SIM!</p>
<blockquote><p><em><strong>Toda a dor é produzida pelo cérebro, e sem cérebro, não há dor.</strong></em></p></blockquote>
<p>Isto não significa nem por um segundo que a dor não seja real, senão que pelo contrário, toda a dor é real. <strong>Tecnicamente, a dor não começa ao nível dos tecidos</strong>: embora há um determinado tempo pensássemos que a dor se originava ao nível dos tecidos (e essa informação da “dor” era transmitida ao cérebro), agora compreendemos que esses transmissores, os nocicetores, enviam informações de “perigo” para o cérebro para serem processadas. <strong>Uma vez que a informação de “perigo” chega ao cérebro, então cabe ao cérebro decidir se esses sinais são perigosos o suficiente para produzir uma resposta de dor.</strong> É por isso que nós não temos recetores de dor ou vias ascendentes de dor como comumente se pensava.</p>
<blockquote><p><em><strong>A dor não começa até o cérebro determinar que isso é necessário para nos proteger!</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Mas afinal o que são estes NOCICETORES?</strong></p>
<p>Quando temos uma lesão no corpo são ativados recetores específicos no corpo chamados nocicetores, que são neurónios especializados que nos alertam para estímulos potencialmente prejudiciais. <strong>Poderemos denominá-los de “recetores de perigo”.</strong></p>
<p>A DOR e a NOCICEPÇÃO são 2 conceitos normalmente confundidos. A nociceção é apenas uma sensação de potencial de dano!<br />
Temos fibras na nossa pele, tecidos e músculos que captam informação exterior, sendo que esta é transmitida, como informação de potencial agressão ou potencial dano para o Sistema Nervoso Central &#8211; SNC. Se o SNC considerar com todas as variáveis que como individuos temos, que essa potencial agressão efetivamente existe, o nosso SNC cria uma experiência chamada dor, ou seja, é uma experiencia consciente, que é normalmente desagradável. É por isso que o SNC para nos proteger desse potencial dano cria essa experiência.</p>
<blockquote><p><em><strong>Podemos por isso ter o mesmo estímulo, com a mesma intensidade e potencial lesivo, e numa pessoa provocar dor e noutra não ou numa pessoa provocar um tipo de dor diferente comparativamente a outra pessoa</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Em RESUMO, a nociceção é por isso um estimulo potencial lesivo e a dor é uma experiência causada para nos defender desse estímulo.</strong></p>
<p>O cérebro é o responsável de tomar a última decisão sobre se algo é perigoso para os tecidos do corpo e se requer empreender alguma ação. Como seres humanos temos uma vantagem fantástica com respeito aos outros seres, já que podemos planificar acontecimentos e podemos aprender rapidamente da experiência para usar a lógica e prever o futuro. Isto significa que podemos identificar uma situação como potencialmente perigosa antes de que chegue uma informação aos tecidos. Tudo isto está bem, contudo quando o sistema está realmente sensibilizado, como no caso da dor crónica, ainda que os estímulos não se relacionem com o dano nos tecidos, se o cérebro os considera perigosos, podem ser suficientes para provocar dor. Isto pode suceder sem que não estejamos conscicentes disso.</p>
<p><strong>É bem conhecido, que algumas pessoas com dor persistente, somente com o simples facto de pensarem num movimento ou observar alguém a realizar esse movimento já percebem/sentem dor.</strong> De facto, em alguns pacientes, simplesmente o facto de imaginar um movimento pode ser suficiente para que se inflame a zona dolorosa. Muitos deles dizem que só de pensar já lhes dói. Isto é absolutamente compreensível e não é sinal de que a pessoa está mal da cabeça. De facto, é até bastante lógico, se recordarmos que o cérebro aprendeu a ser um especialista em proteger a pessoa de qualquer coisa que possa ser perigosa para os seus tecidos. Pensamentos como “o médico pensa que eu estou a inventar” ou “O TAC não tem nada por isso devo ter algo muito grave ou profundo” ou “a tia maria teve dor lombar e agora está numa carreira de rodas”. Tudo isto são ameaças para um cérebro preocupado pela sua sobrevivência. Estes pensamentos e o medo ao realizar certas atividades, ou o medo de voltar a lesionar-se são capazes de agravar a dor.</p>
<p><strong>Graças à investigação científica, agora somos conscientes de que os processos mentais são tão potentes que podem perpetuar uma situação de dor. É como um vírus que o PC tem, neste caso o PC é o Sistema Nervoso.</strong><br />

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<strong>Ainda que o processo de dor se produza no cérebro, este tem uma manifestação anatómica e biológica real. </strong>Pensamentos, ideias, medos e emoções são considerados como impulsos nervosos que têm consequências eletroquímicas sobre o cérebro, da mesma forma que os estímulos dos tecidos lesados também têm consequências eletroquímicas.<br />
<strong><br />
O que determina de facto o cérebro reconhecer que é importante criar a experiência da DOR?</strong><br />
As suas atitudes, crenças, experiências vividas, conhecimento, contexto social, estado emocional e assim por diante, podem todas ser variáveis confusas influenciando a decisão do seu cérebro. O que temos que compreender é que a nociceção é somente uma das muitas entradas que o cérebro avalia para perceber se ele está realmente em perigo. A dor só é criada se o cérebro concluir que o corpo está em perigo e que uma ação é necessária.</p>
<p><strong>Compreender os processos da medula espinal e do cérebro que estão por detrás da experiência da dor pode conceder-nos um enorme controlo da situação.</strong></p>
<p>A dor é um fenómeno muito complexo, sobre o qual ao longo das últimas décadas muitos investigadores têm dedicado a sua atenção. <strong>Na FISIOVIDA uma grande parte do nosso sucesso na eliminação de diversos casos de dor incapacitante e crónica, deriva do estudo e especialização que temos no conhecimento sobre a neurofisiologia da dor.</strong></p>
<p>Apesar da dor ser uma experiência consciente, há um enorme “jogo” de bastidores que ocorre e que explica o porquê de algumas pessoas, perante o mesmo estímulo terem ou não dor.</p>
<p>Por exemplo, quando uma pessoa pisa um prego com o seu pé, o cérebro vai imediatamente entrar numa fase de análise e processamento de informação com base em diversas variáveis, sendo que uma delas, serão as experiências similares prévias, tudo isto com o objetivo de tentar determinar a melhor forma de reagir. E tudo isto acontece inconscientemente:</p>
<li>“Quando é que me vacinei pela última vez?”
<li>“Deveria tirar já o prego ou parecerei maluco diante dos outros?”
<li>“Estarei a perder muito sangue?”
<li>“Será que isto vai originar o término da minha carreira desportiva?”
<li>“Vou necessitar de usar “muletas”?”
<li>“Terei que ir ao hospital?”
<li>“Será que isto vai infetar?”
<li>“Poderei continuar a trabalhar ou vou ter de colocar baixa?”
<li>“Vou precisar de comprar sapatos novos?”
<li>“Será que o seguro vai comparticipar este acidente?”
<p>O assombroso é que esta pessoa não tem qualquer ideia do que o seu cérebro considerou neste pequeno espaço de tempo desde que sentiu o prego no pé. Tudo o que ele sabe é que dói!</p>
<blockquote><p><em><strong>Muito do trabalho no tratamento da dor é “enganar” o cérebro para alterar a percepção da dor!</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Uma forma de percebermos que é o cérebro que controla a percepção de DOR é o facto de SER POSSÍVEL TER DANOS NOS TECIDOS E NÃO SENTIR DOR.</strong></p>
<p>Ainda que a dor seja muito desagrável e chegue ao ponto de nem nos deixar pensar, sentir ou concentrarmos-nos em qualquer outra coisa, <strong>há situações em que se o cérebro pensa que sentir dor não é o mais adequado para a sobrevivência podemos nem sentir nesse momento mesmo que tenhamos uma lesão muito grave.</strong> (ex: soldado ferido que foge do inimigo ou alguém com perna partida a fugir de um leão).</p>
<p>Os investigadores descobriram também que 37% dos pacientes em Unidades de Urgência Hospitalar, que estavam alertas, racionais e coerentes, não sentiam dor no momento da lesão. A maioria desses pacientes relatou dor apenas após uma hora do acidente, mas alguns pacientes relataram atrasos de até nove horas ou mesmo mais. Em pacientes com lacerações, cortes, escoriações e queimaduras, 53% tiveram um período de tempo sem dor e, mesmo no grupo de pacientes com fraturas, entorses, hematomas, amputações, feridas e esmagamento, 28% foram através de um período sem dor.(2)</p>
<p><strong>Então como essas lesões horríveis podem resultar em NENHUMA dor?</strong><br />
A resposta está em que os nossos recetores, os nocicetores, enviam sinais de perigo, e finalmente cabe ao cérebro produzir uma resposta. Na maioria das vezes essas lesões horríveis aconteceram num contexto no qual a sobrevivência da pessoa estava em jogo, o que é muito mais ameaçador do que a lesão (por exemplo: foco na lesão ou mantenha a vida).</p>
<p>E quando o tempo passa e o cérebro conclui que você está fora de perigo, ele então foca de volta no braço amputado. &#8220;&#8230;Não posso trabalhar, não posso cuidar dos meus filhos, eu sei e já vi a luta dos amputados, posso ver o sangue no curativo&#8230;&#8221;: todas essas crenças, atitudes e pistas sensoriais estão só a aumentar o nível do medo ou da ameaça da lesão no cérebro, o que resulta na DOR!</p>
<p><strong>Agora o que aconteceria se os seus pensamentos/atitudes fossem mais positivos ou menos ameaçadores?</strong><br />
Em 1950 Henry Beecher fez um estudo parecido. Queriam saber por que os soldados que eram feridos na guerra tomavam muito menos morfina do que um civil, ou porque eles sentiam muito menos dor do que era esperado. Os resultados indicaram que é simplesmente por causa do “significado”. Para um soldado, apesar de ter vivenciado um ferimento maior ou uma amputação, ele ainda assim sobreviveu à guerra, pode voltar para casa e ficar com a sua família e amigos. As crenças e atitudes do soldado foram provavelmente influenciáveis para o sistema de defesa do cérebro, resultando em muito menos dor do que o esperado.<br />
E todas estas coisas acontecem numa fração de segundo e estão fora do nosso controle consciente.</p>
<p><strong>Se o cérebro envia uma resposta de dor e a nocicepção é apenas uma das entradas, podemos sentir dor sem nocicepção?</strong><br />
Sim.<br />
Um exemplo clássico é a dor do membro fantasma, que nos deixa perplexos há anos. Na dor do membro fantasma, esqueça dano e nociceção; as pessoas não têm mais uma parte do corpo, e ainda assim sentem dor (na parte do corpo que está a faltar). A dor do membro fantasma é um exemplo excecional de como a dor ocorre na ausência de nociceção.<br />
<strong><br />
Todas as pessoas que sofrem dor podem beneficiar em saber algo mais sobre a dor fantasma.</strong> O membro fantasma pode picar, dar formigueiro e dor. Os sintomas do membro fantasma agravam-se quando o sujeito se enerva ou quando alguém se aproxima da parte do corpo que previamente existia. <strong>A dor no membro fantasma está-nos a falar da representação ou mapa do membro que se encontra no cérebro.</strong> De facto, dentro do cérebro existem muitos corpos virtuais. Os nossos corpos virtuais permitem-nos conhecer onde se localiza o nosso corpo real. Se tentarmos alcançar um copo fechando os olhos, conseguimos fazê-lo porque o cérebro utiliza o corpo virtual para saber onde está o corpo real. <strong>Num membro fantasma ainda que a perna não esteja, a perna virtual e a relação da perna com o resto do corpo todavia mantém-se com a sua representação no cérebro.</strong></p>
<p>Existem vários estudos que apresentam resultados surpreendentes sobre esta temática da dor:</p>
<p>Investigadores examinaram a Ressonância Magnética da coluna vertebral dos participantes do estudo e descobriram que <strong>80% dos participantes sem sintomas ou dor poderiam ser diagnosticados com uma protrusão discal ou hérnia discal lombar e 38% dos participantes tinham duas ou mais dessas mudanças degenerativas.</strong>(3)<br />
As ressonâncias magnéticas retiradas dos ombros de participantes que não apresentavam sintomas nem dor mostraram que 34% deles apresentavam danos na coifa dos rotadores. Isso aumentou para 54%, quando os investigadores examinaram apenas pessoas acima de 60 anos.(4)</p>
<p>Numa nova revisão sistemática do desgaste da coluna vertebral, os investigadores <strong>concluiram que as alterações degenerativas poderiam ser vistas como uma parte normal do envelhecimento e que são comuns em indivíduos sem dor.</strong> (5)<br />
Quando os ombros de pacientes foram avaliados ecograficamente, os investigadores encontraram “anormalidades” em 96% deles; novamente sem sintomas ou dor (6);</p>
<p>Num editorial publicado no British Journal of Sports Medicine, um professor de medicina do Desporto afirmou que <strong>danos de menisco degenerativos (no joelho) devem ser consideradas como “rugas com a idade”.</strong>(7)</p>
<p>Um estudo transversal de ressonâncias magnéticas feitas na coluna cervical de 1.211 participantes entre 20 e 70 anos encontrou que 87,6% delas apresentaram um abaulamento discal. Para os participantes de 20 anos, 73,3% dos homens e 78,0% das mulheres apresentaram abaulamentos discais; novamente sem dor.(8)</p>
<p>Se olharmos mais de perto os dados da “Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations”, iremos reparar que 60% das pessoas com 40 anos de idade apresentam degeneração discal, 50% têm um abaulamento discal, 33% apresentam protrusões, 18% apresentam degeneração das facetas e 8% têm espondilolistese. No entanto, nenhuma delas apresenta sintomas ou dor. A incidência aumenta dramaticamente quando consideramos dados para pessoas com 80 anos de idade. Aqui, os dados mostram que 96% têm degeneração discal, 84% apresentam um abaulamentos, 43% apresentam protrusões do disco, 83% apresentam degeneração das facetas e 50% possuem espondilolistese. Ainda assim, nenhum desses grupos apresenta sintomas ou dor. (5)</p>
<p>O Prof. Peter O´Sullivan, é um dos experts mundiais no estudo da DOR e ele referiu numa entrevista que: &#8220;&#8230;<strong>apenas 1% da dor lombar está relacionada com problemas graves da coluna, como malignidade, fratura ou infeção&#8221; e apenas 5% está relacionado com alguma protrusão discal ou compressão neural.</strong> Conclui-se portanto que 90-95 % das dores de coluna não possuem um diagnóstico baseado em exame radiológico. O grande problema que nós criamos é que há 50 anos atrás, se alguém tivesse dor lombar teria o diagnóstico somente de &#8220;lombalgia&#8221;. Mas atualmente, com os avanços nas técnicas de imagem e ressonância já é possível ter acesso a todas as “anormalidades” que a coluna tem, que acabam por ser normais. Até porque se fizermos um exame de ressonância à coluna de todas as pessoas, 90% tem alguma degeneração discal, 45% pode ter hérnia ou protrusão discal, 20-30% pode ter problemas de artroses nas facetas, etc. <strong>Assim, na tentativa de identificar os verdadeiros 5% que têm dor lombar causada por algum dano da coluna, criamos a falsa crença de que a maioria dos pacientes com dor lombar têm dor causada por estes “achados” radiológicos, os quais são achados normais e não têm qualquer validade para justificar a dor.&#8221;</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>Todos os participantes e pacientes nos estudos destacados atrás – com exceção dos pacientes acidentados nas Urgências Hospitalares – tinham todo tipo de coisas “erradas” no seu corpo, mas nenhum deles sentiu DOR!</strong></em></p></blockquote>
<p><strong>Como isso pode ser possível?</strong><br />
Porque é que o ombro do seu tio dói quando a coifa dos rotadores está degenerada, enquanto que as pessoas nesses estudos não tinham dor?<br />
E porque é que a sua dor volta quando trabalha no jardim, enquanto todas essas pessoas podem ter alterações degenerativas sem sentir dor?<br />
E o idoso que sofre de artrite em ambos os joelhos, mas apenas o esquerdo dói?</p>
<p>A resposta é que a dor está longe de ser tão simples quanto acreditamos.</p>
<p>Uma declaração feita pelo líder mundial em pesquisa da dor, Professor Lorimer Moseley, serve como uma porta de entrada para esta nova área de pesquisa. Moseley é professor de Neurociência Clínica da South Australia University e está na vanguarda da investigação da dor. O seus numerosos estudos científicos aumentaram amplamente a nossa compreensão sobre o que é a dor e o que não é. <strong>Moseley diz que <em>“a dor é uma experiência consciente desagradável que emerge do cérebro quando a soma de toda a informação disponível sugere que você precisa proteger uma determinada parte do seu corpo”.</em></strong></p>
<p>A dor é, portanto, a soma do seu contexto ambiental (por exemplo: um ambiente calmo ou stressante, um campo de batalha, um hospital, um lar), o grau de sinal de perigo (nociceção), as suas crenças, as suas expectativas e as suas experiências passadas, assim como tantos outros fatores. <strong>Você experimentará DOR somente quando seu corpo perceba uma ameaça suficientemente grande em relação ao contexto.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>O alarme (DOR) é muitas vezes ativado quando ocorre uma lesão, mas o sistema de alarme é altamente inteligente e tem a capacidade de nos avisar antes mesmo de sofrer uma lesão, aumentando a probabilidade de evitá-la.</strong></em></p></blockquote>
<p><strong><br />
Outra das formas de provar que é o CÉREBRO que controla a PERCEPÇÃO da DOR é o facto do GRAU de LESÃO não ser diretamente proporcional com o Grau de DOR!</strong></p>
<p>A resposta em termos de dor face a uma determinada lesão em cada paciente é bastante individual.<strong> Alguém pode ter uma lesão muito séria e queixar-se de pouca ou de nenhuma dor, enquanto outra pessoa pode ter uma lesão muito pequena e experimentar uma dor extrema.</strong></p>
<blockquote><p><em><strong>A intensidade de dor que experimentamos não está diretamente relacionada com a quantidade de dano que o tecido sofreu. É por isso que se diz que a lesão e a dor não estão diretamente relacionados e que “a dor está no cérebro”.</strong></em></p></blockquote>
<p>Existem relatos de pessoas que chegam a Serviços de Urgências com facas ou qualquer outro objeto espetado em partes do corpo que não atingem órgãos vitais e referem pouca ou quase nenhuma dor.<br />
<strong><br />
Recentemente, foi noticiado o caso de um idoso, que ao fazer um Rx para averiguar causa de problemas respiratórios, descobriram uma bala alojada no peito!</strong> Ele tinha sido soldado 70 anos antes na Guerra Mundial. E durante 70 anos nunca sentir dor no tórax ou teve problemas repsiratórios! Mas se eu me cortar com uma folha de papel, o golpe é tão fino e muito menos profundo que uma bala e vai-me causar uma dor enorme!!!<br />
Existem também relatos de surfistas que quando estão em cima da prancha à espera da onda perfeita, muitos deles são amputados numa perna com uma mordida de tubarão e na altura dizem que sentiram um simples golpe.<br />
Outro exemplo em que as forças e peso extremo atuam sobre o corpo sem que exista nenhuma queixa de dor, é quando um jogador de futebol marca um golo importante e terá toda a equipa em cima dele: é quase uma tonelada em cima. Contudo, depois do festejo o jogador levanta-se sorridente e segue a jogar frequentemente melhor que antes. No entanto, noutras circunstâncias, uma lesão menor pode levar uma pessoa a ter uma vida com dor crónica.</p>
<p>Outro dos aspetos importantes na dor é o contexto da experiência da dor. Por exemplo: uma pequena lesão de picada de abelha no indicador provocará mais dor num violinista profissional que numa bailarina profissional. <strong>Isto acontece porque uma lesão de dedo representa uma ameaça maior para o violinista porque interfere com o seu sucesso e identidade do violinsta.</strong></p>
<p><strong>IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO SOBRE A DOR NA ELIMINAÇÃO DA DOR:</strong></p>
<p>Quando a dor persiste e sentimos que nos está a arruinar a vida, é difícil compreender o porquê da dor ser útil, contudo a chave está em descobrir quais os motivos pelos quais o cérebro pensa que está em perigo e ameaça.<br />
Realizar atividades dolorosas sem entender porque dói, ativa imediatamente os mecanismos de proteção.<br />
<strong>Educação, conhecimento e compreensão reduz a ameaça associada à dor!</strong> Uma redução da perceção da ameaça tem um efeito positivo sobre todos os estímulos de entrada e sobre os sistemas de resposta. O movimento não só aumenta a saúde das articulações, tecidos moles, sistema circulatório e respiratório, mas tem também uma outra função muito importante. <strong>O movimento inteligente nutre o cérebro, já que estabelece e restabelece as representações sensoriais funcionais finas e as representações motoras no cérebro, utilizando vias abandonadas pelo medo e ignorância.</strong> O objetivo é ensinar a orquestra a interpretar as melodias novamente para que recuper a sua criatividade, curiosidade e otimismo.</p>
<p>Combinar a educação em fisiologia da dor com abordagens orientados ao movimento melhora a capacidade física, reduz a dor e melhora a qualidade de vida.</p>
<p><strong>Tem sido mostrado que as pessoas relatam menos dor e com menos frequência depois que recebem educação/orientação sobre a dor.</strong> Por quê? Simplesmente porque você reduziu o nível de ameaça no seu cérebro. A educação sobre a dor pode servir também para reduzir a intensidade da dor nas lesões agudas.</p>
<p><strong>Educação sobre a dor é uma ferramenta essencial terapêutica utilizada pela FISIOVIDA.</strong> Compreender a fisiologia da dor muda a forma de pensar sobre ela, reduz o seu significado de ameaça e ajuda no tratamento. Muitos profissionais subvalorizam isto por acharem que os pacientes não entendem a dor por causa da neurociência e neurofisiologia ser muito dificil de explicar, mas é possível trazer esse conhecimento para os pacientes!</p>
<p><strong>Autor do artigo:</strong> Dr. Samuel Ferreira &#8211; fisioterapeuta FISIOVIDA</p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<p>(1) Pia H Sorensen, Tom Bendix, Claus Manniche, Lars Korsholm, Dorte Lemvigh and Aage Indahl. “An educational approach based on a non-injury model compared with individual symptom-based physical training in chronic LBP. A pragmatic, randomised trial with a one-year follow-up” BMC Musculoskeletal Disorders 2010; 11:212</p>
<p>(2) Melzack R, Wall PD, Ty TC. Acute pain in an emergency clinic: latency of onset and descriptor patterns related to different injuries. 1982 Sep; 14(1):33-43.</p>
<p>(3)Jensen MC, Brant-Zawadzki MN, Obuchowski N, Modic MT, Malkasian D, Ross JS. Magnetic resonance imaging of the lumbar spine in people without back pain. N Engl J Med.1994 Jul 14; 331(2):69-73X.</p>
<p>(4)Sher JS et al. Abnormal findings on magnetic resonance images of asymptomatic shoulders. J Bone Joint Surg Am. 1995 Jan; 77(1):10-5.</p>
<p>(5) Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, Bresnahan BW, Chen LE, Deyo RA, Halabi S, Turner JA, Avins AL, James K, et al. Systematic Literature Review of Imaging Features of Spinal Degeneration in Asymptomatic Populations. AJNR Am J Neuroradiol.2014 Nov 27. [Epub ahead of print].</p>
<p>(6) Girish G, Lobo LG, Jacobson JA, Morag Y, Miller B, Jamadar DA. Ultrasound of the shoulder: asymptomatic findings in men. AJR Am J Roentgenol.2011 Oct; 197(4):W713-9.</p>
<p>(7) Risberg MA. Degenerative meniscus tears should be looked upon as wrinkles with age–and should be treated accordingly. Br J Sports Med.2014 May; 48(9):741.</p>
<p>(8) Nakashima H, Yukawa Y, Suda K, Yamagata M, Ueta T, Kato F. Abnormal findings on magnetic resonance images of the cervical spines in 1211 asymptomatic subjects. Spine(Phila Pa 1976). 2015 Mar 15; 40(6):392-8.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/copy_405157037-e1637757673514.png" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="Sentir ou não sentir DOR...eis a questão! 42"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/dr-samuel/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Samuel Ferreira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Fisioterapeuta e Osteopata. Especialista em Reeducação Postural Global. Diretor Clínico da FISIOVIDA.</p>
<div class="image-colaborador"></div>
<div class="cv-colaborador">
<p><em>O fascínio pela fisioterapia e pelo empreendedorismo fazem com que a soma de ambas seja a fórmula perfeita encontrada pelo Samuel para, através da FISIOVIDA, ir ao encontro da sua maior paixão: transformar a vida das pessoas! Tem um enorme gosto pelo desporto sendo a prática de exercício uma atividade regular durante a semana, quer individualmente quer com os seus 4 filhos. Gosta muito de ouvir música e tocar o seu violino juntamente com a sua orquestra familiar. Viajar, de preferência em família e para destinos que possibilitem apreciar a natureza, é algo que procura fazer com frequência.</em></p>
</div>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/sentir-ou-nao-sentir-dor-eis-a-questao/">Sentir ou não sentir DOR&#8230;eis a questão!</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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