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	<title>Catarina Amorim &#8211; Fisiovida</title>
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	<description>Clínica de Fisioterapia Avançada, Osteopatia, RPG, Pilates e Acupuntura no Porto</description>
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		<title>O músico como atleta de alta competição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Catarina Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 14:12:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia Avançada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E se lhe disser que os músicos são atletas de alta competição e, como tal, se devem preparar física e psicologicamente para a sua profissão, tal como um atleta o faz? As exigências físicas e psicológicas pelas quais esta população é sujeita podem potenciar o aparecimento de quadros de dor aguda e crónica, afetando negativamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>E se lhe disser que os músicos são atletas de alta competição e, como tal, se devem preparar física e psicologicamente para a sua profissão, tal como um atleta o faz? As exigências físicas e psicológicas pelas quais esta população é sujeita podem potenciar o aparecimento de quadros de dor aguda e crónica, afetando negativamente o rendimento e performance do músico ao longo da sua carreira. De forma a reduzir o aparecimento destes fatores, temos uma ferramenta que é acessível a todos e é uma ferramenta-chave: o exercício físico.</p>
<h2>Qual a semelhança do músico com um atleta de alta competição?</h2>
<p>O corpo de um músico é submetido a movimentos altamente complexos, durante longas horas diárias de prática, ao longo de muitos anos. Como tal, executar música a um nível de elite requer sistemas neuromusculares e sensoriomotores bastante desenvolvidos e integrados (1).</p>
<blockquote><p><em><strong>Saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), <em>“é o completo bem-estar físico, mental e social, e não só a ausência de doenças ou enfermidades”</em>. Desta forma, como é crucial intervirmos nas componentes físicas, também o é nas componentes mentais e emocionais. A saúde mental é fundamental para nossa capacidade coletiva e individual como seres humanos de pensar, emocionar, interagir uns com os outros, ganhar e aproveitar a vida.</strong></em></p></blockquote>
<p>Como se sabe, a componente emocional, tem um impacto comprovado na perceção à dor e nos limiares de dor, no sentido em que o aumento dos níveis de ansiedade, stress, medo têm uma correlação com o aumento da severidade e da perceção de dor e com a diminuição dos limiares de dor (um estímulo que antes não provocaria dor, agora, o mesmo estímulo, inicia o mecanismo de dor).<br />
Tocar um instrumento profissionalmente exige significativas exigências físicas (movimentos repetidos, posturas assimétricas e não naturais) e psicológicas (exposição pública, objetivo de sucesso, risco de serem julgados, rivalidade, erros impossíveis de corrigir durante os concertos), podendo, principalmente, esta última ser um fator para o desenvolvimento de stress e ansiedade (2).<br />
Conforme o músico progride nas suas habilidades, o repertório torna-se cada vez mais desafiador, exigindo mais tempo de prática (1).<br />
Para então alcançar a epifania da profissão musical, esses atletas meticulosos e artísticos persistem com a prática e o trabalho a um nível elevado de stress físico, tornando-os altamente suscetíveis a lesões neuromusculoesqueléticas (PRMD) (1).</p>
<blockquote><p><em><strong>PRMD é definido como qualquer dor, fraqueza, formigueiro, adormecimento ou outro qualquer sintoma que interfere com a habilidade de tocar o instrumento ao nível a que se está habituado (3).</strong></em></p></blockquote>
<p>Quase metade dos músicos experienciam PRMD que podem ameaçar ou acabar com as suas carreiras. Evidência recente demonstra que a percentagem de músicos afetados pela PRMD varia entre 64 a 94%, podendo mesmo ameaçar ou acabar com as suas carreiras (4).<br />
Chan et al observaram que a prevalência de PRMD nos músicos profissionais de orquestra quase duplicam na época de concertos (5).<br />
Um músico deve, assim, ser inserido num grupo ocupacional de elite com exigências físicas especificas no seu trabalho e as complexas skills neuromusculares e de exercício diárias exigidas aos músicos que trabalham a um nível profissional podem ser comparados às exigências de treino e desempenho dos melhores atletas.</p>
<h2>QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?</h2>
<p><strong>Individuais:</strong></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>Características Fisiológicas (idade, género): as mulheres têm maior probabilidade de sofrerem lesões que os homens. O que pode ser explicado pela maior carga muscular relativa imposta para a mesma tarefa nas mulheres quando comparado com os homens. Estudos apontam, também, maiores níveis de ativação muscular e menor variabilidade motora para a mesma tarefa (6).</li>
<li>Lesões prévias;</li>
<li>Ausência de comportamentos de prevenção;</li>
<li>Falta de condicionamento físico – o condicionamento físico é necessário para manter a boa postura ao tocar um instrumento durante longos períodos de tempo. Alem disso, um bom condicionamento físico ajuda a retardar o aparecimento de fadiga, a uma recuperação mais rápida após estudo/ ensaios/ concerto e a manter durante mais horas uma técnica instrumental mais eficiente (6).</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><strong>Físicos e Biomecânicos:</strong></p>
<ul>
<li>Instrumento (características: peso, forma, altura; técnica individual; hábitos de estudo) &#8211; o peso, forma e altura do instrumento implicam diferentes requisitos físicos, podendo potenciar a fadiga e outros tipos de lesões (Sousa, Machado, Greten, &amp; Coimbra, 2017) . A pobre técnica associada a longas horas de estudo sem descanso, provoca posturas menos otimizadas e potencialmente mais lesivas (6);</li>
<li>Movimentos repetidos, constantes e precisos executados sem precauções ergonómicas (4);</li>
<li>Posturas assimétricas – podemos comparar esta situação a um atleta que pratica um desporto predominantemente unilateral. Estes realizam um trabalho complementar de treino, trabalhando ambos os lados do corpo, de forma a diminuir as compensações decorrentes da sua atividade. Como tal, o músico deverá ter as mesmas preocupações, diminuindo a probabilidade do aparecimento de desequilíbrios musculares, devido a posturas unilaterais não naturais (4);</li>
<li>Sobrecarga muscular (rácio carga aguda-crónica) (7).</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Organizacionais e psicossociais</strong></p>
<ul>
<li>Baixa latitude de trabalho (7);</li>
<li>Falta de intervalos na prática individual e nos ensaios (5);</li>
<li>Pressão autoimposta e pressão imposta por fatores externos, potenciando ansiedade, depressão e stress (1, 8);</li>
<li>Traços de personalidade: tendência para somatização e perfeccionismo extremo.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2>QUE BARREIRAS PRECISAM SER VENCIDAS NO TRATAMENTO DE UM MÚSICO?</h2>
<p>Ao contrário da comunidade desportiva, perceções culturais negativas em relação à lesão dentro da comunidade musical pode representar um desafio na implementação de um melhor modelo de saúde (1,9).<br />
As lesões na comunidade musical podem estar associadas a sentimentos de inadequação profissional ou vergonha, conotações negativas de competência técnica inferior, levando à ocultação da mesma, atrasando a implementação de um programa de reabilitação adequado (9).</p>
<blockquote><p><em><strong>De acordo com Llobet, os músicos tentam lidar com a PRMD em segredo, dado que têm medo de ter que parar de tocar e, consequentemente, perder os seus trabalhos (10).<br />
(3).</strong></em></p></blockquote>
<p>Os músicos geralmente têm pouco contacto com profissionais de saúde especializados em artes cénicas. Ao longo da sua formação académica e vida profissional, os músicos não recebem educação especializada em saúde e aconselhamento para ajudar na reabilitação de lesões ou para reduzir riscos potenciais de lesões. Além disso, os músicos normalmente não participam noutras atividades de treino suplementares para apoiar o seu desempenho como os atletas (1).<br />
Num estudo, onde se inquiriu os músicos acerca das fontes de informação relacionadas com a saúde, 40% dos inquiridos reportaram que não encontram informação facilmente acessível sobre as PRMD’s (11).<br />
Como tal, é urgente aumentar o conhecimento de estratégias de prática saudável e implementar medidas de prevenção de lesões personalizadas especificamente para músicos, seguindo abordagens semelhantes à SportsMedicine, de forma a reduzir a suscetibilidade dos músicos a uma variedade de distúrbios musculoesqueléticos (1).</p>
<h2>O QUE É IMPORTANTE AVALIAR PARA DEPOIS INTERVIR?</h2>
<p>Um músico profissional é um atleta de alta competição altamente especializado. Como tal, necessita que o seu corpo esteja capacitado para tal exigências, sendo, para isso, importante um acompanhamento individualizado, tendo em conta as suas características e necessidades.</p>
<blockquote><p><em><strong>Numa primeira abordagem é impreterível realizar uma avaliação individualizada e minuciosa ao músico. O nosso objetivo é avaliar o sistema musculo esquelético a nível das componentes de mobilidade, estabilidade e força, inicialmente, através dos padrões fundamentais de movimento e, posteriormente, através da segmentação dos mesmos.</strong></em></p></blockquote>
<p><a href="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Joint-by-joint.jpeg" data-rel="lightbox-image-0" data-rl_title="Joint by joint" data-rl_caption="" title="Joint by joint"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10333" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Joint-by-joint.jpeg" alt="" width="830" height="600" title="O músico como atleta de alta competição 4" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Joint-by-joint.jpeg 830w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Joint-by-joint-300x217.jpeg 300w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Joint-by-joint-768x555.jpeg 768w" sizes="(max-width: 830px) 100vw, 830px" /></a></p>
<p>Todos os movimentos que produzimos envolvem o pilar e entenda-se pilar pelas regiões que envolvem os ombros, tronco e ancas. O pilar dá-nos um eixo central pelo qual nos movemos. Através de um pilar estável, somos capazes de capturar energia e transferir força para os segmentos distais, tornando o corpo mais eficiente a produzir força, velocidade, potência e endurance com menos esforço.<br />
Se o movimento é disfuncional, tudo o que for construído sobre essa disfunção pode ser comprometido, como tal é fundamental conseguir detetar regiões disfuncionais (ex: regiões hipomóveis-hipermóveis; regiões com menor estabilidade/ controlo motor), dado que estas alterações podem levar a que as regiões ao seu redor sejam sobre solicitadas, causando desequilíbrios musculares, fadiga precoce e maior probabilidade de lesão. Hipomobilidade é uma condição na qual as articulações têm uma amplitude de movimento menor que os limites normais, tendo em consideração a idade, sexo e a origem étnica do indivíduo. Desta forma, hipermobilidade é uma condição na qual as articulações têm uma amplitude de movimento para além dos limites normais.<br />
Limitações significativas dos padrões de movimento fundamentais, mesmo que sem dor, podem causar compensação, levando a uma eficiência pobre, problemas secundários e aumento do risco de lesão (12).<br />
Contudo, é importante salientar que bons padrões de movimento não garantem que não haja lesão. Uma vez que os movimentos fundamentais estão aprimorados, outros fatores como a força, endurance, coordenação e aquisição de habilidades também têm um papel importante na redução do risco de lesão (12).<br />
A mais recente evidência sugere que o movimento se altera após lesão e que essas alterações podem ocorrer em diversas articulações longe do local da lesão. Como tal, a dor afeta negativamente o controlo motor.</p>
<blockquote><p><em><strong>A dor é um sinal de alarme. Muito antes de representar um problema crónico, ela alerta-nos para potenciais problemas de alinhamento, sobreuso, bem como desequilíbrios musculares.<br />
Se abraçamos todos os outros sinais de alarme na nossa vida (como por exemplo, um computador que emite um alerta de vírus e nós tentamos descobrir e eliminar a causa), porque é que quando é com o nosso corpo, tratamos como se fosse um inconveniente e, quantas vezes o cobrimos e ignoramos?</strong></em></p></blockquote>
<p>O processo de reabilitação deve, portanto, não apenas eliminar o episódio de dor, mas também otimizar as regiões disfuncionais e gerir os fatores de risco de recorrência.</p>
<h2>QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO?</h2>
<p>Visto que os músicos profissionais frequentemente são sujeitos a longos ensaios e concertos que envolvem atividades extremamente repetitivas, é sensato educá-los sobre os riscos potenciais a que podem estar expostos.<br />
Os fisioterapeutas que trabalham com músicos profissionais devem ser capazes de fornecer conselhos de saúde especializados e relevantes para promover estratégias ótimas de redução do risco de lesões e de gestão das mesmas, permitindo aos músicos sustentar com segurança as cargas de execução altamente repetitivas.<br />
Conselhos sobre o agendamento de sessões de prática privada, descanso e descanso relativo após a lesão, nutrição básica e hidratação, condicionamento físico geral e identificação e gestão precoce da lesão são alguns dos exemplos.<br />
<strong>Intervalos</strong><br />
Reportórios mais intensos devem ser praticados com menores durações com intervalos de repouso mais frequentes ou com reportório menos intenso, de forma a diminuir a fadiga (1, 13).<br />
Quando possível, distribuir a prática durante o dia, garantindo um adequado repouso e recuperação do corpo, o que permite melhor refinamento e consolidação das skills (1).<br />
É recomendado um intervalo de 5 minutos a cada 25 minutos de execução. Se reportórios mais intensos e mais difíceis, devem fazer mais intervalos. Se práticas mais longas (45-60 min), os intervalos também devem ser mais longos (10-15min) (1, 14).</p>
<p><strong>Gestão da carga Aguda-Crónica</strong><br />
As lesões por sobrecarga ocorrem, por isso, quando a carga que impomos aos tecidos, ultrapassa a capacidade dos mesmos (7).<br />
Durante períodos de aumento de carga (número elevado de concertos e ensaios), os músicos podem necessitar de reduzir a prática física instrumental e usar estratégias práticas, tais como a prática mental (1, 15).<br />
Durante períodos de diminuição da carga (férias), os músicos devem, gradualmente, expor-se a durações e intensidades mais elevadas de prática privada antes de retomarem às cargas totais de trabalho (1, 15).<br />
Em suma, os músicos de orquestra devem planear cuidadosamente os seus horários de prática privada, bem como monitorizar a sua carga total de execução para reduzir o risco de desenvolvimento de PRMDs.</p>
<p><strong>Nutrição e Hidratação</strong><br />
Em atividades de endurance de baixa intensidade, aproximadamente 60% da energia advém de fontes de hidratos de carbono. Isso sugere que antes dos ensaios e concertos, a alimentação de um músico deve incluir HC, depois gorduras e proteínas. HC de baixo a médio índice glicémico, serão, provavelmente, os ideais para permitir que a energia seja sustentada por longos ensaios e concertos. Fontes de gordura e proteína fornecem aproximadamente 25 e 15%, respetivamente, da energia durante atividades de endurance de baixa intensidade. Após longos ensaios/ concertos, consumir uma fonte alimentar de HC de IC mais altos, bem como proteínas, são adequados para repor de forma otimizada as reservas de combustível esgotadas e para facilitar o reparo de qualquer quebra de fibra muscular que possa ter ocorrido (16, 1).<br />
De igual forma, a hidratação é um fator importante a ter em conta. Se os músicos se encontram desidratados antes dos ensaios/ concertos, sintomas como fraqueza muscular, cansaço, dores de cabeça, tonturas e vertigens podem ocorrer, afetando potencialmente a performance. Para além disso, a função cognitiva também poderá ser afetada (1, 17).</p>
<h2>COMO É A ADAPTAÇÃO DO TREINO NUM MÚSICO?</h2>
<p>Os músicos necessitam de níveis ótimos de força, endurance, mobilidade e controlo motor para executarem ao mais alto nível diariamente (7).<br />
O objetivo de aumentar a capacidade individual, otimizar o desempenho e reduzir o risco de lesão é melhor alcançado quando toda a carga (interna e externa) é monitorizada e gerida com o objetivo de equilibrar a relação de carga aguda / crónica para que o indivíduo não seja exposto a aumentos excessivos e rápidos na carga em relação ao que está preparado (7).<br />
A alta prevalência de PRMD sugere que a demanda de trabalho é superior às capacidades individuais e que são necessárias estratégias para restaurar este equilíbrio (7). É, desta forma, importante aumentar a capacidade individual (através de treino físico), dado que um aumento da capacidade máxima leva a um aumento da tolerância do sistema musculosquelético ao stress, resultando num aumento da capacidade de reserva e numa redução relativa da carga (7).</p>
<p><a href="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Padroes-de-movimento.jpg" data-rel="lightbox-image-1" data-rl_title="Padroes de movimento" data-rl_caption="" title="Padroes de movimento"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10334" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Padroes-de-movimento.jpg" alt="" width="670" height="208" title="O músico como atleta de alta competição 5" srcset="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Padroes-de-movimento.jpg 670w, https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2022/02/Padroes-de-movimento-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a></p>
<p>A realização de treinos de força e cardiovascular têm sido sugeridos como elementos importantes para manter uma carreira longa e com saúde nas artes performativas. Há benefícios físicos e psicológicos associados, tais como na capacidade cardiovascular, endurance muscular, tempo de reação e diminuição da ansiedade e sintomas depressivos (1,18).<br />
Estudos recentes demonstram que músicos que realizam nenhum ou pouco EF consideram as exigências do seu trabalho mais intensas do que os músicos que realizam EF regularmente, o que demonstra que a perceção de esforço destes durante os ensaios era significativamente mais baixa que os músicos que praticavam pouco ou nenhuma atividade (2).<br />
EF tem sido associado a níveis baixos de ansiedade na população geral. Músicos que reportam ser fisicamente ativos tem níveis mais baixos de ansiedade relacionados com a performance do que os inativos, exibindo, também, menos ansiedade após concertos (19, 20).<br />
Têm sido reportados, de igual forma, melhorias na postura, redução da sintomatologia (nomeadamente da dor) percebida pelo músico e redução da frequência e severidade das PRMD’s (18).<br />
Os ganhos de força parecem ter o potencial de levar a melhorias na biomecânica, propriocepção e eficiência do movimento, suportados pelas alterações positivas notadas pelos músicos em relação ao movimento, à consciência corporal e às posturas relacionadas com a prática do instrumento e nas suas tarefas quotidianas (1).<br />
É, como tal, imprescindível proceder-se ao planeamento de um programa de exercícios orientado para as necessidades encontradas na avaliação, de forma a colmatar as limitações do indivíduo.<br />
Apesar do plano de exercícios ter de ser ajustado às necessidades do músico em questão, à partida, segundo alguns estudos, a inclusão, desde início, de exercícios que foquem a otimização da estabilidade da cintura escapular, endurance da coifa dos rotadores, bem como de exercícios de controlo lombopélvico são importantes.<br />
Tem sido proposto que, nos músicos, a musculatura do membro superior tende a ser sobrecarregada, enquanto a musculatura proximal de membros superiores e musculatura do tronco tem tendência ser negligenciada (3).<br />
Exercícios de estabilização escapular e endurance da coifa dos rotadores são importantes, dado que a maior parte das queixas reportadas pelos músicos se encontrarem no quadrante superior do tronco e dado que estabilidade proximal do ombro tem sido associada a um aumento da destreza e força da mão (21).<br />
Exercícios de controlo lombopélvico são, de igual forma, importantes para suportar os movimentos dinâmicos de membros superiores, os quais estão envolvidos na prática do músico (3).<br />
Em conclusão, o treino físico especializado e orientado para a população em causa, deveria ser considerado uma parte integrante da formação de um músico, tendo em conta que o mesmo permite que os músicos estabeleçam uma base atlética geral, de forma a estarem mais bem preparados para enfrentar as exigências da sua profissão.</p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Chan, C., &amp; Ackermann, B. (2014). Evidence-informed physical therapy management of performance-related musculoskeletar disorders in musicians. Frontiers in Psychology;<br />
<strong>2.</strong> Wilke, C., Priebus, J., Biallas, B., &amp; Frobose, I. (2011). Motor Activity as a Way of Preventing Musculoskeletar Problems in String Musicians. Medical Problems of Performing Artists.<br />
<strong>3.</strong> Ackermann, B., Adams, R., &amp; Marshall, E. (2002). Strength or endurance training for undergraduate music majors at a university? Medical Problems of Performing Artists;<br />
<strong>4.</strong> Sousa, C. M., Machado, J. P., Greten, H. J., &amp; Coimbra, D. (2017). Playing-Related Musculoskeletal Disorders of Professional Orchestra Musicians from the North of Portugal: Comparing String and Wind Musicians. Revista Científica da Ordem dos Médicos;<br />
<strong>5.</strong> Chan, C., Driscoll, T., &amp; Ackermann, B. (2014). Effect of a Musicians&#8217; Exercise Intervention on Performance-Related Musculoskeletal Disorders. Science &amp; Medicine;<br />
<strong>6.</strong> Gallego-Cerveró, C., Ros, C., Sanchis, L., &amp; Martin, J. (2019). The physical training for musicians. Systematic review. Sportis Scientific Technical Journal of School Sport, Physical Education and Psychomotricity;<br />
<strong>7.</strong> Lundborg, B., &amp; Grooten, W. (2018). Resistance Training for Professional String Musicians. Medical Problems of Performing Artists;<br />
<strong>8.</strong> Araújo, L., Wasley, D., Redding, E., Atkins, L., Perking, R., Ginsborg, J., &amp; Williamon, A. (2020). Fit to Perform: A Profile of Higher Education Music Students&#8217; Physical Fitness. Frontiers of Psychology;<br />
<strong>9.</strong> Rickert, D. L., Barrett, M. S., &amp; Ackermann, B. (2013). Injury and the orchestral environment. Medical Problems of Performing Artists;<br />
<strong>10.</strong> Llobet, R. (2004). Musicians&#8217; health problems and their relation to musical education. Barcelona and Tenerife: XXVI Conference of the International Society for Music Education &amp; CEPROM Meeting;<br />
<strong>11.</strong> Matei, R., &amp; Ginsborg, J. (2020). Physical Activity, Sedentary Behavior, Anxiety, and Pain Among Musicians in the United Knigdom. Frontiers in Psychology;<br />
<strong>12.</strong> Cook, G. (2010). Movemente: Functional Movement Systems: Screening, Assessment and Corrective Strategies. E. Grayson Cook;<br />
<strong>13.</strong> Fry, H. J. (2000). &#8220;Overuse syndrome&#8221;. In R. Tubiana, &amp; P. C. Amadio, Medical Problems of the Instrumentalist Musician;<br />
<strong>14.</strong> Ackermann, B. J. (2010). Therapeutic management of the injured musician. In R. T. Sataloff, A. G. Brandfonbrener, &amp; R. J. Lederman, Performing Arts Medicine. Science &amp; Medicine;<br />
<strong>15.</strong> Green, J., Chamagne, P., &amp; Tubiana, R. (2000). Prevention. In R. Tubiana, &amp; P. Amadio, Medical Problems of the Instrumentalist Musician;<br />
<strong>16.</strong> Manore, M., Meyer, N., &amp; Thompson, J. (2009). Sport Nutrition for Health and Performance. Human Kinetics;<br />
<strong>17.</strong> Jéquier, E., &amp; Constant, F. (2010). Water as an essential nutrient: the physiological basis of hydration. European Journal Of Nutrition;<br />
<strong>18.</strong> Andersen, L., Mann, S., Juul-Kristensen, B., &amp; Sogaard, K. (2017). Comparing the Impact of Specific Strength Training vs General Fitness Training on Professional Symphony Orchestra Musicians. Medical Problems of Performing Artists;<br />
<strong>19.</strong> Rocha, S., Marocolo, M., Correa, E., Morato, G., &amp; Mota, G. (2014). Physical Activity helps to control music performance anxiety . Medical Problems of Performing Artists;<br />
<strong>20.</strong> Wasley, D., Taylor, A., Backx, K., &amp; Williamon, A. (2012). Influence of fitness and physical activity on cardiovascular reactivity to musical performance. WORK: A Journal of Prevention, Assessment &amp; Rehabilitation;<br />
<strong>21.</strong> Chan, C., Driscol, T., &amp; Ackermann, B. (2013). Development of a specific exercise programme for professional orchestral musicians. Injury Prevention;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://fisiovida.pt/wp-content/uploads/2021/11/Catarina-Site-scaled-e1637672594751.jpg" width="100" height="100" alt="" itemprop="image" title="O músico como atleta de alta competição 6"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://fisiovida.pt/author/catarina/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Catarina Amorim</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p><em>Entusiasta do exercício e do movimento, procura cada dia saber um pouco mais e descobrir formas de motivar e de incutir esse gosto a todos que a procuram.</em></p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://Fisiovida_Fisioterapia_Porto" target="_self" rel="nofollow">Fisiovida_Fisioterapia_Porto</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>The post <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt/o-musico-como-atleta-de-alta-competicao/">O músico como atleta de alta competição</a> first appeared on <a rel="nofollow" href="https://fisiovida.pt">Fisiovida</a>.</p>
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